PF deflagra Operação contra empréstmos fraudulentos de R$ 8,5 milhões no BNB em Pernambuco. Empresário e bancário estão foragidos da Justiça



A Polícia Federal em Pernambuco, através de sua Delegacia, em Caruaru/PE, deflagrou na manhã de hoje, 24, a segunda fase da OPERAÇÃO IMPUNITAS, com o objetivo de desarticular uma oganização criminosa, cujo chefe é o funcionário do Banco do Nordeste Alexandre de Morais Hissa,  exerceu a função de Gerente Geral na Agência do Banco do Nordeste em Santa Cruz do Capibaribe/PE e Palmares/PE, entre os anos de 2015 e 2018 e que atuava com a coliderança de terceiros na cooptação de laranjas, utilizando-se de empresas de “fachada” e documentos falsos para instruir operações de créditos obtidas junto ao BNB, com recursos desembolsados, em sua maioria, provenientes do Fundo Constitucional de Desenvolvimento do Nordeste.

A operação de hoje cumpre de 02 (dois) mandados de prisão preventiva contra Alexandre Hissa, que mora em Casa Caiada, Olinda e contra o empresário Sandro Alves de Moura Júnior, residente em Cajueiro Seco, Jaboatão dos Guararapes. Nenhum dos dois alvos foi localizado pela PF no dia de hoje, que segue as buscas. Além disso, outros 10 mandados de busca e apreensão, sequestro patrimonial dos envolvidos, no valor de R$ 8,5 milhões, são cumpridas por determinação judicial.

Os mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades de Surubim/PE (04), Caruaru/PE (01), Toritama/PE (3), Jaboatão dos Guararapes (1) e Cabo (1) e para isto 11 (onze) equipes de policiais federais estão nas ruas cumprindo as respectivas ordens judiciais. 

Também foi autorizado o compartilhamento dos elementos obtidos nas investigações com a Secretaria da Fazenda Estadual (SEFAZ/PE) e com a Receita Federal do Brasil, medida que, segundo a Polícia Federal, é essencial para o aprofundamento das apurações. A SEFAZ/PE já vem colaborando com as investigações.

A primeira Fase do Operação foi deflagrada em junho de 2019, em parceria com o Ministério Público Federal, em Caruaru, quando foram cumpridos 04 mandados de busca e apreensão, e sequestro de bens.

Indícios apurados na primeira fase da Operação apontaram para a participação de terceiros inicialmente não identificados, o que levou a Polícia Federal a pedir novas buscas em endereços de pessoas relacionadas aos crimes de falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.

No decorrer das investigações, foram detectados indícios de crimes de obstrução à Justiça e lavagem de dinheiro, além de gestão fraudulenta de instituição financeira e associação criminosa, cujas penas ultrapassam os 10 anos de reclusão.

A Polícia Federal considera os dois elementos foragidos da justiça e pede que  quaisquer informações sobre ambos sejam repassadas ao disk-denúncia, através do fone 3421.9595. O anonimato é garantido. 

*Com informações da Assessoria de Comunicação da Polícia Federal, em Pernambuco

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