Política de Segurança Pública de Pernambuco inclui transferência de delegados para que crimes de aliados não sejam investigados. Caso da ex-Decasp não é o único, apenas o mais divulgado. Conheça alguns.


Foi aqui mesmo neste Blog que você soube, em primeira mão, sobre o projeto para extinguir a Decasp, para atender a pedidos de políticos investigados. Com a aprovação do projeto pela maioria dos deputados, inclusive vários da oposição fake, a delegada que comandava as investigações contra corruptos, Patricia Domingos, acabou transferida.

Também foi aqui, no Blog da Noelia Brito, que você tomou conhecimento de que para proteger criminosos ambientais, o governo Paulo Câmara vem sucateando a Delegacia do Meio Ambiente, a ponto de deixá-la sem titular, transferindo a delegada Elizabeth Patriota para a Roubos e Furtos e as imagens que mostramos agora são a prova de que o mesmo governo que foi posar de defensor da causa ambiental, na ONU, trata com descaso o combate aos crimes contra o Meio Ambiente em seu próprio Estado.

Apontada como mentora do pedido para que seu colega, o governador Paulo Câmara, transferisse o delegado de Arcoverde, Celia Galindo é presidente da Câmara de Arcoverde e teria alardeado a transferência do delegado

Foi este Blog, ainda, que repercutiu o que talvez seja o mais escandaloso caso de interferência do governo sobre a ação da Polícia, para proteção de criminosos: a transferência do delegado de Arcoverde, Israel Rubis, a pedido da presidente da Câmara Municipal da cidade, pedido este alarmado aos quatro ventos pelas Redes Sociais, pela própria vereadora, aliada de Paulo Câmara - ambos são do mesmo Partido -, chamando o delegado de descarado por ter prendido seu filho numa operação de combate à prática de homicídios no Município. Vídeos que levaram o Promotor de Arcoverde a instaurar um inquérito para apurar a transferência de Israel Rubis, mostram a aliada de Paulo Câmara se gabando de que pediria ao governador a transferência do delegado "descarado" e o delegado foi transferido.

Não esqueçamos da transferência do delegado do Alto do Paschoal, Flavio Tau, rebaixando-o de titular para adjunto, sob a "acusação" de que este estaria atendendo vítimas de violência doméstica. E era para deixar as vítimas na mão? É estranho que a transferência do delegado seja sob a acusação de atender às vítimas albergadas pela Lei Maria da Penha e que parta de um governo que elegeu vários deputados aproveitando-se dos mais de 400 mil votos dados pela população a uma delegada, a policial Gleide Ângelo, que angariou essa votação pela imagem de defensora das mulheres e xerifona do combate a estupradores e feminicidas. É lamentável que sendo delegada, a deputada esteja silente sobre as perseguições do governo do qual faz parte contra seus colegas. Com mais de 400 mil votos, não é possivel que Gleide Ângelo não tenha alguma automonia para se pronunciar sobre esses casos.

Mas o silêncio eloquente sobre as perseguições a policiais que cumprem com seu dever e são alvos da ação deletéria de um governo que sobrevive pelo marketing e pela baixa qualidade e combatividade risível de seus opositores, que viram a casaca ao sabor das conveniências eleitorais, não é apenas da deputada socialista Gleide Angelo. São vários os parlamentares que tendo sua origem na polícia estão caladinhos com esses desmandos. Muitos dos quais, por incrível que pareça, arvoram-se de estar na oposição. Será mesno?




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