"Quero algo mais concreto", diz Bolsonaro ao justificar permanência de Bezerra Coelho na liderança do seu governo após operação da PF



Durante entrevista ao jornal Correio Braziliense, concedida ontem, em Nova York,  o presidente Jair Bolsonaro confirmou a manutenção do senador Fernando Bezerra Coelho, do MDB de Pernambuco, na liderança do seu governo. FBC foi alvo, juntamente com seu filho, o deputado federal Fernando Filho, da Operação Desintegração, decorrente de delações premiadas feitas por agiotas presos na Operação Turbulência, que investigou o "laranjal" por trás da compra do jatinho usado na campanha presidencial pelo PSB, partido ao qual pertencia o ex-ministro do governo Dilma e cuja queda resultou da morte do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos.
Bolsonaro disse precisar de "algo mais concreto" que uma busca e apreensão de um processo antigo, que já era conhecido para afastar FBC da liderança.. Esta foi a primeira manifestação pública do presidente sobre o tema. Pouco após a ação da PF, Bezerra Coelho colocou o cargo à disposição. Ontem, em discurso no Senado, o parlamentar acusou a Policia Federal e o STF de vitimá-lo com uma operação destinada a atingir o governo Bolsonaro.

— Eu não tirei o Fernando Bezerra de lá. Quero algo mais concreto. Não posso — com uma busca e apreensão, um processo antigo, e nós sabíamos que tinha esse processo — tirá-lo de lá — declarou Bolsonaro ao Correio.

Bolsonaro ainda disse que o pernambucano faz um trabalho brilhante: "— Ele [Bezerra] tem todo o direito de se defender e tem feito, até o presente momento, um brilhante trabalho para nós, dentro do Senado. É uma função ingrata, difícil, dá trabalho conversar com parlamentares dos mais diferentes matizes — concluiu."

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