Desembargador que blindou ministro do Turismo também é investigado por venda de decisões em troca de cargos



Bernardo de Mello Franco conta que o desembargador que proibiu a abertura de novos inquéritos contra o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, também é investigado pela Polícia Federal.

Conversas interceptadas pela PF flagraram o desembargador Alexandre Victor de Carvalho negociando cargos públicos para a mulher e o filho em Minas Gerais.

Eles foram nomeados para funções comissionadas na Câmara Municipal de Belo Horizonte e na Assembleia Legislativa de Minas.

Num dos diálogos, Carvalho diz à mulher, Andreza Campos, que ela não precisaria trabalhar todos os dias para receber salário na Assembleia.

"Na Assembleia, o Ministério Público não faz nada e tal. Você vai lá duas, três vezes por semana", diz o desembargador.

Em outra conversa, ele rebate um procurador que alerta para o risco de o caso configurar nepotismo cruzado.

"Não, pra mim não vai dar nada", diz Carvalho.

Em maio, o corregedor nacional de Justiça, Humberto Martins, cobrou explicações ao desembargador mineiro. Em nota enviada à TV Globo, ele disse que nunca pediu favores para o filho e a mulher e se declarou vítima de vazamentos criminosos.

O Blog apurou que uma das formas utilizadas por políticos para compra de decisões judiciais é a nomeação de indicados de desembargadores para cargos comissionados. Esses indicados, geealmente fantasmas, recebem os valores da propina e depois repassam aos desembargadores, pelos meses necessários ao pagamento da totalidade da proprina. 


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