Empresa que faz coleta do lixo da Prefeitura de Salvador teria "lavado" propinas a desembargadores baianos, suspeita PGR


Fachada do Tribunal de Justiça da Bahia

Segundo Bela Megale, do Globo, a Procuradoria-Geral da República aponta indícios de que recursos desviados no esquema de corrupção no Tribunal de Justiça da Bahia foram lavados por meio de uma empresa de coleta de lixo, a MM Consultoria Construções e Serviços, do empresário José Marcos de Moura, que venceu licitações de coleta de lixo no oeste baiano, região onde se concentram as suspeitas de grilagem por meio de decisões judiciais dadas no esquema de corrupção e que faz a coleta para a Prefeitira de Salvador.

Relatório financeiro do Coaf detectou movimentações financeiras suspeitas entre o filho de um ex-desembargador e a empresa MM Consultoria Construções. Segundo a PGR, o Coaf "traz ligações de movimentações suspeitas na ordem de R$ 9,7 milhões, vinculando-a à MM Consultoria Construções e Serviços e seu sócio-administrador José Marcos de Moura, vencedores de milionária licitação de coleta de lixo na região investigada, a transparecer a existência de mecanismo para lavagem de ativos criminosos".

Procurado pela colunista do Globo, o advogado José Eduardo Alckmin, que defende José Marcos de Moura, afirmou que “é uma surpresa” a citação de seu cliente na operação.

— Não sabemos por que essas suspeitas estão sendo formuladas, já que elas não condizem com a realidade. Vamos procurar nos informar no STJ, já que nenhuma atitude foi tomada contra meu cliente, como bloqueio de bens ou busca e apreensão. Temos todo interesse no esclarecimento desses fatos — afirmou.

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