Com apoio da oposição, Comissões da Alepe aprovam massacre de Paulo Câmara contra servidores com Reforma da Previdência "a la Bolsonaro"


A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Alepe aprovou, por unanimidade, a constitucionalidade do Projeto de Lei Complementar (PLC) 830/2019, que bolsonariza ainda mais o governo de Paulo Câmara. Por esse projeto, o governo do PSB se antecipa à PEC Paralela da Previdência e empurra alíquotas extorsivas aos servidores públicos do Estado de Pernambuco. Tudo, com o beneplácito de deputados da base governista e da oposição. Uma vergonha. Um achincalhe.

Deputados da Comissão de Administração Pública e Finanças também foram unânimes em garantir que mais uma vez os servidores públicos sejam penalizados com o fardo de cobrir os rombos das péssimas gestões do PSB no Estado, que gasta verdadeiras fortunas com publicidade e com contratos superfaturados e suspeitos com empresas investigadas por todo tipo de fraudes.

Ainda ontem, a Rede Globo revelou que os governos do PSB, à frente do Estado de Pernambuco, torraram 53 milhões de reais com uma empresa multinacional investigada por pagar propinas a políticos pernambucanos nas eleições de 2012 e 2014 (confira em PF investiga empresa de coleta lixo hospitalar por suspeita de lavagem de dinheiro e distribuição de propinas). Sobre esse descalabro, deputados pernambucanos não deram um "piu" sequer, mas souberam se ajoelhar aos pés do governador Paulo Câmara para prejudicar os servidores, a quem caberá, mais uma vez, pagar a conta da corrupção que campeia impune no Estado. A máquina pública do Estado de Pernambuco está inchada de cargos comissionados, mas contra isso não se levantam os senhores deputados.

De acordo com o Fórum Estadual dos Servidores, o aumento da alíquota da contribuição à previdência estadual para 14% é confisco. Sequer o governo apresentou um estudo atuarial que justifique o aumento extorsivo.


Paulo Câmara quer aprovar o texto da Reforma antes do recesso parlamentar, no dia 19 de dezembro. É preciso entrar 2020 com dinheiro em caixa para bancar as candidaturas do PSB e de seus vassalos. É preciso colocar a máquina para moer às custas do sacrifício dos servidores e com isso manter esse projeto familiar de poder que o PSB instalou no Estado. É preciso queimar essa pauta negativa logo agora para que no ano que vem os 90 milhões que Paulo Câmara reservou para gastar com publicidade apaguem da mente de suas vítimas, todas as maldades praticadas até 2019.

Até quando o povo pernambucano seguirá mantendo no poder quem coloca os interesses pessoais acima dos interesses da coletividade?

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