Delação de operador de propinas do PSB poupa caciques do Partido e é rejeitada pela PGR, revelação é da Crusoé


A Revista Eletrônica Crusoé, traz hoje matéria assinada pelo jornalista Fabio Serapiao que confirma que, conforme este Blog já havia antecipado, o operador de propinas do PSB, Aldo Guedes, fez uma delação premiada. Ocorre que a delação não foi aceita pela ex-Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, que considerou as revelações de Guedes superficiais, sem acrescentar nada de novo no que fora apurado até então, em outras delações.

O documento que é datado de 2017 aponta que das propinas arrecadadas pela central de corrupção do PSB pernambucano, 60% eram destinadas ao ex-governador Eduardo Campos e 40% ao hoje líder do governo Bolsonaro e então aliado de Campos, o senador Fernando Bezerra Coelho.

Segundo a Revista, Aldo Guedes, em depoimento de dez páginas, teria narrado como o PSB arrecadou propinas junto a empreiteiras para bancar as campanhas de 2006 e de 2010, de Eduardo Campos. Não há, porém, referência à arrecadação ou pagamento de propinas para as eleições que se sucederam, muito embora outros delatores, inclusive da Lava Jato, tenham narrado que o esquema corrupto que toma conta do Estado de Pernambuco tenha se estendido nos anos seguintes e irrigado as campanhas dos principais nomes do PSB. Delatores da JBS citaram nominalmente os atuais governador de Pernambuco, Paulo Câmara e prefeito do Recife, Geraldo Julio. Mas de acordo com a revista, Guedes não cita em sua delação outros atores no propinoduto do PSB além de Eduardo Campos, já falecido e Fernando Bezerra Coelho, hoje opositor dos aliados de Aldo Guedes.

Na delação, Guedes conta que teria sido ideia de Fernando Bezerra Coelho a arrecadação de propinas junto às empreiteiras, para o custeio de suas campanhas e que essa informação lhe teria sido repassada pelo próprio Eduardo Campos.

Ainda segundo a Revista, o acordo corrupto do PSB de Pernambuco com as empreiteiras teria ocorrido em um hotel de São Paulo, ficando acertado que em troca de licitações fraudadas a seu favor, as empreiteiras Odebrecht, Camargo Correia, OAS e Galvão Engenharia pagariam propinas cujos valores variariam entre 4 e 5 milhões de reais para as campanhas de Eduardo Campos nos anos de 2006 e 2010, período em que FBC comandou SUAPE e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Ainda segundo os trechos da delação de Guedes revelados pela Crusoé, o propinoduto pernambucano era operacionalizado pelo delator João Carlos Lyra, cujo irmão e primo foram alvos, nesta semana, de uma operação do GAECO, do MPPE, contra roubo de cargas, interceptação de carga roubada, lavagem de dinheiro por meio de postos de gasolina e organização criminosa.

Ainda segundo a delação de Guedes, afirma a Revista, FBC teria, na qualidade de ministro da Integração do governo Dilma Rousseff, prosseguido com o esquema corrupto, entregando obras federais ao grupo de empreiteiras corruptoras. Quanto aos esquemas corruptos no âmbito do próprio governo de Pernambuco, do qual Guedes seguiu sendo parte até ser alvo de uma operação da Polícia Federal, Guedes convenientemente silenciou, embora seja público que o governador Paulo Câmara e o prefeito Geraldo Júlio, juntamente com o delatado FBC sejam investigados por fraudes em licitação e corrupção no inquérito que apura o superfaturamento da obra da Arena Pernambuco.

Ouvida por Crusoé, a assessoria de FBC disse que Guedes mente e que a prova disso é o arquivamento de sua delação pela PGR.

A matéria completa pode ser lida no link https://crusoe.com.br/edicoes/84/os-40-do-lider/ cujo acesso é exclusivo para assinantes.

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