Após declarações de Meira, Antônio Campos pede ao DRACCO informações sobre existência de investigações envolvendo seu nome naquela especializada. Intimidações teriam sido intensificadas, revela o advogado




Ainda repercutem as declarações feitas pelo Coronel Meira, coordenador do Aliança, Partido de Bolsonaro, de que fontes ligadas à inteligência da Polícia Militar, corporação da qual o coronel aposentado é egresso, teriam lhe informado sobre ordem de espionagem partida da cúpula do Palácio do Campos das Princesas e destinada ao Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado, o DRACCO, contra o próprio Coronel e contra o advogado e presidente da FUNDAJ, Antônio Campos, irmão do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

No final de semana, a Associação dos Delegados de Polícia de Pernambuco (ADEPPE) divulgou nota defendendo os delegados e delegadas do DRACCO e afirmando que qualquer ordem no sentido daquela denunciada por Meira seria "manifestamente ilegal" e não seria atendida pelos policiais do DRACCO que não serviriam a propósitos políticos (Confira em Para ADDEPE, ordem para que DRACCO espionasse Coronel Meira e Antonio Campos seria "manifestamente ilegal" e delegados não admitem ingerência política em seu trabalho. Leiam nota, na íntegra ).

No novo desdobramento, Antônio Campos pede, por meio de petição assinada por seus advogados, que o DRACCO lhe informe se existe algum procedimento  instaurado naquele Departamento, contra ele. No documento, o presidente da Fundaj se coloca à disposição do DRACCO, para quaisquer esclarecimentos, na hipótese de existirem investigações como reportado pelo Coronel Meira, em declaração assinada. Inexistindo tais investigações, requer que aquele Departamento expeça certidão negativa.

Em contato com o Blog, Antônio Campos revelou que as ameaças e intimidações já reportadas à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, que atribui a represálias a seu depoimento sobre irregularidades que teriam sido cometidas pela cúpula do PSB, em Pernambuco teriam se intensificado nos últimos dias, a ponto de que pessoas de sua própria família estariam engrossando o coro das intimidações.

Sobre as alegações de Antônio Campos e do Coronel Meira, nem o governo de Pernambuco nem o PSB quiseram, até o momento, se pronunciar.


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