Governo da familícia exporta cultura miliciana por todo o País. Vai ser difícil extirpar esse câncer

Bolsonaro e o Capitão Wagner, que quer ser prefeito de Fortaleza

Parece que uma das consequências do governo miliciano de Bolsonaro (o advogado do presidente chegou a naturalizar as práticas do herói  de Bolsonaro, negando que Adriano, aquele que agora virou arquivo morto, fosse miliciano, assassino de aluguel e líder de uma facção de matadores por encomenda, para a familícia, matar é natural) é exportar as milícias, até então típicas do Rio de Janeiro, estado de origem da familícia Bolsonaro, para outros Estados. No Ceará, bandidos encapuzados (não dá para chamar de policiais em respeito aos policiais  de verdade) roubaram viaturas e sairam depredando patrimônio público e dando toque de recolher no comércio, prática muito comum para facções criminosas e traficantes, mas não para policiais de verdade.


Os milicianos, que se disfarçam de policiais, utilizam-se da farda e da autorização para portar e usar armas, para fazer a população de refém.  

Visam apenas interesses pessoais e interesses políticos eleitorais de seus líderes, a exemplo do Capitão Wagner, que no Ceará  é mais conhecido como o Capetão, bolsonarista que quer ser prefeito de Fortaleza, todos hoje aboletados no conforto de gabinetes parlamentares, enquanto os policiais de verdade expõem suas vidas defendendo a população e não ameaçando-a, como fazem os milicianos disfarçados de policiais.

A atitude destemperada e amalucada do senador Cid Gomes de tentar por fim à ocupação de um equipamento público por grevistas ou amotinados, como prefiram chamá-los, não tem justificativa, mas dizer que um suposto policial em greve pode usar armas durante um protesto com rosto encoberto por um capacete e ainda descarregar a pistola contra quem se insurgir contra seu movimento é dizer que qualquer trabalhador está autorizado a fazer o mesmo em "legítima defesa" durante seus movimentos paredistas. Mas sabemos que não é bem assim. Atitudes como a vista em Sobral prestam um desserviço àqueles policiais de verdade que exercem a representação de suas categorias de forma legítima e sem violentar a população e apenas reforçam a tese daqueles que, a exemplo do Supremo Tribunal Federal, entendam que quem tem autorização para andar armado em serviço não tem direito de fazer greve justamente para que não venha a acontecer o que aconteceu em Sobral. Imagine-se se ao invés de um Cid Gomes armado de uma retroescavadeira  fossem policiais civis, que não entraram em greve, o Batalhão de Choque, que não entrou em greve, o Exército ou a Força Nacional que tivessem tentado invadir o quartel tomado pelos amotinados (termo legal), que banho de sangue não teria ocorrido?

Diz-se que Cid Gomes pôs em risco familiares dos policiais que estavam amotinados e para o local levaram esposas e filhos. Isso é inegável, mas e o que dizer dos próprios policiais que colocaram esposas e filhos nessa posição de serem alvos numa eventual invasão do local por outras forças de segurança? A irresponsabilidade e o desprezo pela vida hoje imperam no Brasil bolsonarista e a perspectiva de melhorar anda longe de ser vislumbrada no horizonte.

Ao fim e ao cabo, depois de Cid Gomes ser baleado no pulmão e na clavícula, os amotinados, ao receberem a informação de que o Batalhão de Choque iria mesmo invadir o local resolveram fugir e Cid Gomes, afinal, conseguiu o que queria.

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