Sinpol vê ameaça em vez de diálogo na resposta do governo Paulo Câmara à campanha salarial dos policiais civis de Pernambuco e confirma passeata para amanhã



Em nota encaminhada à midia, o Sinpol chama de democracia amarela a praticada pelo governo Paulo Câmara e afirma que após inúmeros ofícios destinados à Secretaria de Defesa Social pelo Sinpol ao longo de 2019, todos com a intenção de promover um espaço de diálogo, o governo só se manifestou agora, através da imprensa, diante de uma iminente paralisação da categoria no período carnavalesco, e mais uma vez com ameaças e nenhuma proposta concreta.

O “engraçado”, diz a entidade, é que enquanto o Sinpol tentou insistentemente investir no diálogo, a Secretaria de Defesa Social sequer respondeu a um dos inúmeros pedidos de audiência enviados pela entidade sindical. 

Agora, questiona o Sindicato, "quando pela conjuntura o Sinpol recorre às armas que tem, essa mesma Secretaria pede responsabilidade e paciência ao Sinpol?" E responde: "Cômico, se não fosse trágico. Um verdadeiro acinte aos profissionais que, mesmo longe das condições ideais de trabalho, arriscam suas vidas diariamente pelo povo pernambucano e estão reduzindo a criminalidade no estado com muito esforço e nenhuma valorização."  

Como se não fosse suficiente, há 10 anos os Policiais Civis de Pernambuco trabalham duas horas a mais todos os dias, sem receber por elas - o que configura uma redução salarial totalmente ilegal, diz ainda a nota. 

Segundo o Sinpol, a categoria está exposta a inúmeras outras desvalorizações e abusos diários.

Pelas razões expostas na nota, "é que amanhã, a partir das 10h, na Sede do Sinpol, Policiais Civis de todas as regiões do estado estarão reunidos para sair em passeata até o Palácio do Governo, onde decidirão, a partir de tratativas constituídas, se a categoria irá paralisar as atividades durante o carnaval ou não." 

"O Sinpol lembra, mais uma vez, que a luta dos Policiais Civis é por valorização, pois ainda recebem um dos salários mais baixos do país - apesar da alta produtividade e eficiência; mas também é por condições de trabalho e de efetivo, para que o povo pernambucano possa ser melhor atendido, inclusive no carnaval", finaliza.  

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