Ex-coordenador de Marilia Arraes, advogado Cláudio Ferreira esclarece ao Blog que não tem interesse em construir terceira via, mas que discorda de "candidatos ungidos"



O advogado e ex-coordenador da pré-campanha da deputada federal Marilia Arraes ao governo de Pernambuco, cuja candidatura não chegou a se concretizar, entrou em contato com a editora deste Blog para esclarecer alguns pontos de sua postagem sobre as pré-candidaturas dos primos Marília Arraes e João Campos, à Prefeitura do Recife, a que chamou de "desabafo" sobre a forma com que a esquerda, campo em que Cláudio Ferreira milita, vem construindo candidaturas majoritárias.

Vale a pena a leitura pela pertinência das vocações:

"Noelia Brito, já que vc destacou a minha postagem, gostaria de esclarecer umas questões. Primeiro, essa postagem foi a expressão de um desabafo, de um descontentamento com a forma que o campo em que milito desde sempre vem construindo as candidaturas majoritárias. Eu simplesmente estou de saco cheio do personalismo reinante. Principalmente na atual conjuntura que estamos vivendo. Não posso concordar que alguém seja ungido candidato sem antes dizer as razões pelas quais quer ser candidato. Quando falo razões não considero apropriada a simples vontade pessoal como justificativa. Quero que a candidatura seja expressão de uma vontade política coletiva. Vontade política pressupõe duas coisas: 1) responder às necessidades do povo, mediante a elaboração de um programa de governo que reflita o que se pretende fazer para superar as questões que se entenda erradas e apontar os motivos pelas quais quer se manter certas coisas. 2) ser a representação das forças sociais que bancam e estão construindo a candidatura. Não basta ser candidato de um Partido ou de um conjunto de Partidos, um candidato de esquerda tem que ser a expressão da vontade e da ação coletiva do povo e refletir uma leitura da conjuntura em que a candidatura será posta. Não faço parte de cardumes e não tenho mais nenhuma intenção de dar cheque em branco a seu ninguém. Resumindo a minha crítica é ao método de construção das candidaturas do meu campo. Só isso. Não tenho interesse nenhum de construir terceira via e nem tampouco compor governo. E, como nunca fui de ficar em cima do muro, claro que acho, dentre esses candidatos postos, Marília Arraes a melhor. Mas não posso me furtar a dizer que ela precisa dizer pq quer ser candidata. Na minha opinião um candidato do PT, ou do PSB, não pode ignorar que esteve nos últimos 20 anos dirigindo ou compondo o governo municipal. Precisa dizer o que foi feito e o que ficou por fazer, para apontar o que fará. Personalismo não é uma boa opção nunca, na minha modesta opinião. Forte abraço."

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