Fundaj lança mapa de casos de contaminação e áreas de maior vulnerabilidade social em meio a pandemia do COVID-19 em Pernambuco

Fonte: Fundaj


Mapa desenvolvido pelo pesquisador Neison Freire reúne dados de Pernambuco e está disponível no site da Fundação. Será atualizado diariamente um mapa que traz, a evolução da pandemia do COVID-19 no estado de Pernambuco, relacionando números de casos com a vulnerabilidade social. 

Desenvolvida pelo Centro Integrado de Estudos Georreferenciados para a Pesquisa Social (Cieg) da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), a geotecnologia de responsabilidade do pesquisador Neison Freire está disponível no site da Fundaj, no endereço www.fundaj.gov.br. 

“O monitoramento dos casos é atualizado diariamente, a partir dos informes epidemiológicos divulgados pela Secretaria de Saúde de Pernambuco. Além disso, os pesquisadores do Cieg adicionaram uma camada de vulnerabilidade social ao material”, explica o coordenador do Cieg, Neison Freire. 

É fácil navegar no mapa. Ele possui uma legenda que indica os casos confirmados, os prováveis e os que ainda estão sendo investigados. Também há uma indicação para a camada de índice de vulnerabilidade social nos municípios. Para elaborar essa parte, os pesquisadores do Cieg contaram com o apoio do IBGE Recife. Dados de renda familiar, presença de menores até 15 anos na área, precariedade no abastecimento de água e saneamento básico são as informações que a compõem. 

“A análise preliminar do mapa mostra como a pandemia segue um padrão espacial, concentrando-se na região metropolitana, mas alastrando-se pelo sertão pernambucano, com aumento de casos sob investigação em Petrolina e outras cidades”, observa o pesquisador. 

Para identificar as áreas com maior grau de vulnerabilidade social de Pernambuco e, por causa disso, com maior probabilidade de serem mais impactadas pela pandemia, os pesquisadores construíram um indicador, considerando quatro características fundamentais. 

Municípios cujos domicílios encontram-se em situação de precariedade em decorrência do baixo rendimento, da presença de crianças, do responsável com baixa escolaridade e da insuficiência dos serviços de saneamento básico são os mais afetados. 

Nesse sentido, considerou-se que os municípios com elevadas proporções de domicílios que atendessem, simultaneamente, a essas quatro condições devem, necessariamente, constituir alvos potenciais e preferenciais de políticas públicas de inclusão social. 

Aos poucos serão acrescentados novos dados no mapa, como o índice de pobreza multidimensional e a infraestrutura de saúde por município. Além da Fundaj e do IBGE, os engenheiros da empresa ESRI, em Redlands, Califórnia (EUA), também colaboram intensamente com a o projeto. 

 Acesse o Mapa: https://arcg.is/jizD8

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