"Não é bom lançar a candidatura de Marilia Arraes nesse momemto contra tudo e contra todos como se não estivéssemos juntos há 20 anos", diz ex-coordenador da pré-campanha da petista ao Governo de Pernambuco, que parece sugerir uma terceira via, ao criticar "candidatura goela abaixo" de João Campos


O advogado e ex-procurador geral do Recife, Cláudio Ferreira, que apoiou e até chegou a ser apontado como coordenador da pré-csmpanha da petista Marília Arraes na frustrada tentativa desta se candidatar ao governo de Pernambuco, nas eleições passadas, postou em sua conta no Facebook uma análise em que conclui que "nesse momento em que as feras do autoritarismo estão soltas, há que se agir na política com muita sensatez".

Ainda segundo Ferreira, é necessário "buscar construir a maior aliança possível para derrotá-las", referindo-se ao que chamou de "forças autoritárias".

O advogado, que é militante histórico do Partido dos Trabalhadores, no Recife, "há que se construir uma frente capaz de não dar chance à extrema-direita." Para isso, defende que "os dois principais partidos, PT e PSB, precisam ter juízo e construir uma candidatura comum ou pelo menos um pacto de não agressão".

Segundo Cláudio Ferreira, "Não adianta a solução de acertar uma candidatura por cima e querer impô-la goela abaixo da militância dos partidos de esquerda e muito menos ao conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras que não estão ligados diretamente a nenhum partido de esquerda, mas que querem apoiar um candidato que se contraponha ao autoritarismo bolsonarista e de sua turma local."

E conclui: "não dá para empurrar goela baixo a candidatura de João Campos e nem tampouco é bom lançar a candidatura de Marília Arraes nesse momento contra tudo e contra todos, fazendo de conta que não estivemos juntos na maioria do tempo durante os últimos 20 anos na gestão da PCR. 

Leia a análise na íntegra:

Nesse momento em que as feras do autoritarismo estão soltas, há que se agir na política com muita sensatez e buscar construir a maior aliança possível para derrotá-las. Aqui em Recife há que se construir uma frente capaz de não dar chance à extrema-direita. Para isso, os dois principais partidos, PT e PSB, precisam ter juízo e construir um candidatura comum ou pelo menos um pacto de não agressão. Construir uma candidatura única passa pela elaboração de um programa comum e sem definição de candidatura a priori. Não adianta a solução de acertar uma candidatura por cima e querer impô-la goela abaixo da militância dos partidos de esquerda e muito menos ao conjunto dos trabalhadores e trabalhadoras que não estão ligados diretamente a nenhum partido de esquerda, mas que querem apoiar um candidato que se contraponha ao autoritarismo bolsonarista e de sua turma local. Há que se ter grandeza e estar à altura do momento político. Se ficarmos presos a interesses hegemonistas menores e disputas paroquiais, poderemos ajudar a reforçar o caminho que leva à instauração do autoritarismo. Desprendimento, diálogo com toda à militância do campo progressista, sem o vício cupulista, além da construção de um programa que responda às necessidades da população de Recife é o caminho. Para tanto sugiro que realizemos um seminário em que se faça um balanço dos 20 anos de governos de Centro-esquerda em Recife e a partir dele construamos o programa de governo e a candidatura única. Seminário: 20 anos de governo de Centro-esquerda em Recife: o que foi feito e o que ficou por fazer? Reconhecer os acertos, apontar os caminhos para superar os erros e discutir de forma aberta e ampla com o povo é a única solução para renovar as esperanças e derrotar as forças do autoritarismo que querem se instalar. Para encerrar e deixar bem claro o que penso: não dá para empurrar goela baixo a candidatura de João Campos e nem tampouco é bom lançar a candidatura de Marília Arraes nesse momento contra tudo e contra todos, fazendo de conta que não estivemos juntos na maioria do tempo durante os últimos 20 anos na gestão da PCR. Mas isso não significa veto nem a um nem a outra. Apenas a constatação que precisamos fazer uma construção coletiva. P.S. De minha parte participei de forma militante, inclusive compondo o secretariado, dos 12 anos do governo do PT. Nos 8 anos do governo do PSB estive distante, mas, o Prefeito Geraldo Julio não me deixa mentir, tive algumas discussões sobre gestão pública, diretamente com o Prefeito, de forma aberta em que algumas sugestões que fiz, acho eu, corroboraram com o que almejava Geraldo e outras não, o que é absolutamente normal.




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