"Agora tu vai morrer!", teria dito o assassino ao Defensor Público executado na Reserva do Paiva


Defensor público aposentado vinha sendo seguido há meses e filha juíza era alvo de ameaças. Relato teria sido feito pela viúva, também juíza, durante o velório, na Paraíba 

O Portal Polêmica Paraíba revelpu, ontem, que o  advogado e defensor público aposentado Levi Borges, que foi morto a tiros, na última quinta-feira (9), em um condomínio na Praia do Paiva, município de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco teria ouvido do autor dos disparos que o mataram que ele iria morrer.

A informação, segundo o site, teria sido passada pela viúva de Levi, a juiza Mariza Borges, a pessoas que compareceram ao velório do defensor público aposentado.

A Policia de Pernambuco, por intermédio da 13ª Delegacia de Polícia de Homicídios, sob o comando do delegado Cláudio Neto, investiga se foi assalto seguido de morte ou execução planejada. Além disso, policiais investigam também as imagens das câmeras de segurança do pedágio e da rodovia privada Rota dos Coqueiros, para identificar o carro onde estavam os suspeitos.

Câmeras de segurança do condomínio onde reside a filha de Levi Borges registraram a execução 

Perseguição e ameaças 

O site paraibano ainda revela que relatos de uma pessoa que esteve no velório do defensor público, dão conta de que a esposa de Levi Borges revelou que já havia alguns meses que o carro branco vinha seguindo-os, mas que não teriam dado importância ao fato.

Ainda segundo relatos retratados pelo Portal, a filha do casal, que é Juíza da 4. Vara de Sucessões e Registros Públicos da Capital pernambucana, estaria à frente de uma grande operação e que já vinha recebendo ameaças, no sentido de que iria receber “um aviso”.

O Blog apurou que a Juiza, que já depôs, em 2003, ao lado da mãe, a também juíza Mariza Borges, numa CPI da Câmara dos Deputados, que apurava a ação de grupos de extermínio e ações de milícias privadas no Nordeste, estaria acumulando o exercício da Vara de Sucessões com outra Vara, mas  não foi possível, ainda, confirmar que grande operação seria esta ou qual seria sua finalidade ou os interesses que estariam sendo contrariados pela atuação da juíza, a ponto desta ser ameaçada.

A juiza Andréa Rose Borges Cartaxo já fora alvo de ameaças quando atuou, em 2004, como juiza eleotoral na cidade de Santa Cruz do Capibaribe, depois de afastar o chefe do Cartório eleitoral por denúncias de irregularodades. Na ocasião, dois juizes corregedores do TJPE, que fizeram uma visita de solidariedade à magistrada, tiveram o veículo em que viajavam cravejadonde balas. Na oportunidade, os corregedores auxiliares Karina Pinheiro d´Almeida Lins e João Maurício Guedes Alcoforado foram abordados por três homens fortemente armados. Os homens retiraram o motorista do veículo e seguiram com os juizes por alguns metros. Eles conseguiram escapar e se esconderam no mato, na beira da estrada, onde permaneceram por cerca de duas horas até se certificarem de que os agressores haviam ido embora. Seus celulares foram danificados e eles não tiveram nada de pessoal roubado. Os homens levaram uma pasta de documentosda corregedoria Geral da Justiça de Pernambuco, onde os juizes estão lotados. (Confira em Três homens atiram em carro que transportava dois juizes).

"Agora tu vai morrer"

À fonte do Polêmica Paraíba, a esposa de Levi Borges teria dito, ainda, que o casal havia percebido a perseguição, também no dia do assassinato e que antes de atirar o assassino teria dito a Levi: “Agora tu vai morrer’. Após isso, o defensor correu e acabou sendo executado.

Relembre o caso

Ao chegar na entrada do condomínio onde reside a filha, que é juiza em Pernambuco, o defensor público aposentado Levi Borges, que é paraibano, foi abordado e executado a tiros. A vítima ainda foi  socorrida e levada por familiares para uma UPA, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.

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