Ignorantes, bolsonaristas querem trocar Superintende da PF para "prender Paulo" que só pode ser investigado com autorização do STJ

Série mexicana da Netflix utiliza a palavra Bolsonaro para qualificar pessoas "burras"

A burrice, inclusive entre "juristas" Bolsonaristas, realmente, nunca decepciona.

Para esconder propósitos não republicanos de uso das instituições para perseguir desafetos que até ontem eram seus amigos de berçário, bolsonaristas atribuem à delegada Carla Patrícia Cintra, uma imaginária blindagem ao governador Paulo Câmara, pelo fato da superintendente da Polícia Federal, em Pernambuco, ter sido  Corregedora da Secretaria de Defesa Social durante o governo do socialista.

Para reforçar sua tese amalucada, como tudo que vem das mentes tortuosas dos bolsonaristas, que até ontem chamavam Sergio Moro de heroi e hoje o execram como se fosse o mais bandido dos corruptos, por denunciar crimes do "mito" dos bolsonatistas, estes alegam que as denúncias contra o PSB não avançam por causa da delegada, que está apenas há dois meses no cargo, ao passo que o PSB está no Governo há pelo menos 10 anos, período durante o qual apenas duas operações da Polícia Federal foram autorizadas pela Justiça Federal em Pernambuco: a Operação Turbulência, que investigou os "laranjas do jatinho", arquivada pelo TRF da 5. Região e a Operação Torrentes, que prendeu a cúpula da Casa Militar de Pernambuco, por desviar milhões das vítimas de enchentes, mas sem nunca chegar nem perto dos cabeças do PSB.

Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento dos trâmites das investigações contra autoridades públicas sabe que a Polícia, seja ela Civil ou Federal, só pode investigar autoridades com foro privilegiado se obtiverem autorização judicial passando o comando dos inquéritos aos Tribunais. Assim, para investigar um prefeito, a Polícia tem que ser autorizada por um desembargador do Tribunal de Justiça ou Federal e todo e qualquer ato dessas investigações, como buscas e apreensões e prisões, quebras de sigilos e escutas, só podem ser feitas com autorização desses desembargadores. Se for um governador, essas autorizações dependem de um ministro do STJ. É, portanto, no mínimo, leviano, atribuir à Polícia Federal uma não vontade de investigar o PSB, o que corresponderia a prevaricar.

Mesmo após a decisão do STF, mitigando o foro privilegiado, de modo a trazer para a primeira instância investigações sobre crimes cometidos por auroridades quando não tinham foro, ainda assim, qualquer investigação invasiva depende de autorização judicial. Até prorrogações de inquéritos dependem de autorização judicial ouvido o Ministério Público. Repito: é pura ignorância ou má-fé creditar à Policia eventuais blindagens, pois se há protecionismo a qualquer agente, isso só é possível com a conivência do Ministério Público que pode até discordar das conclusões de qualquer inquérito e do Judiciário. Se a Polícia Federal em Pernambuco está blindando o PSB como alegam os bolsonaristas pernambucanos, essa blindagem só é possível com o apoio decisivo do Ministério Público e do Judiciário. Se é assim, a mudança da superintendente é mais um ato de politicagem para mostrar força para o séquito bolsonatista do que para efetivamente se ver a justiça prosperar. E justiça todos sabemos que nunca interessou aos bolsonaristas.

É leviano porque como as investigações são, em regra, sigilosas e só devem ser acessadas pelos agentes que nelas atuam, nem o superintendente pode, a rigor, acessá-las, não há como se afirmar que alguém na Polícia Federal está blindando A, B ou C, pois é possível que a barreira a qualquer investigação parta de um entendimento mais "garantista" de desembargadores ou ministros relatores dos respectivos inquéritos ou a lobbies de advogados caríssimos. Quem sabe? Difícil até se dizer que não prosperam porque tais magistrados promovem a tal blindagem que tanto se tenta atribuir à Polícia Federal, mas o fato é que quando autorizada pelas autoridades judiciárias, a Polícia Federal em Pernambuco fez, sim, operações contra empresários e agentes ligados ao PSB, que se não avançaram foi porque foram barradas pelo Judiciário ou pelo Ministério Público que não os denunciou. E quando falamos "barradas", não queremos dizer que o foram correta ou incorretamente, para isso teríamos que ter acesso aos respectivos autos. Se a Polícia prevarica ou persegue, por exemplo, o Ministério Público tem o dever de agir, pois tem, por lei, a fiscalização externa da Polícia. Se, de fato, a Polícia Federal anda blindando o PSB, cadê o MPF para agir e investigar quem não investiga como devido? São muitas implicações que convenientemente são ignoradas pelos bolsoanristas para, no seu surto psicótico dominarem a Polícia Federal e utilizarem-na para propósitos não republicanos.

Desde 2007, a Polícia Federal investiga falcatruas envolvendo o PSB. Aqui mesmo neste Blog mostramos o indiciamento de nomes ligados ao PSB, nas Operações Farda Nova e Mar de Lama. Um dos delegados que hoje estão na cúpula da PF em Pernambuco foi o responsável por indiciar Nilton Mota e Romero Pontual nessas operações. A própria delegada que hoje comanda a PF e que os bolsonaristas querem afastar comandou operação contra a Moura Dubeux no caso do leilão fraudulento do Novo Recife. Nao se pode, portanto, atribuir a esses profissionais qualquer blindagem ao PSB.  Por que essas investigações não avançaram? Quem foi que no Ministério Público não os denunciou ou no Judiciário que não autorizou o prosseguimento das investigações e processos? Essas são perguntas que os bolsonaristas que até ontem mamavam nas tetas do PSB não querem ver respondidas. É mais conveniente atribuir a alguém no cargo há apenas dois meses, a "culpa" por mais de dez anos de mal explicados arquivamentos ou prescrições.

O fato é que se não tinham lá muita credibilidade, depois de transformarem antigos "companheiros" em inimigos e alvos de todo tipo de difamações, bolsonaristas dão todos os indícios de, a exemplo do "mito", quererem usar a Polícia Federal, também em Pernambuco, para propósitos não republicanos. Espero que não consigam. Polícia é para cumprir a lei e não para servir a bandidos mais desonestos do que os próprios investigados.

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