Município alvo de pedido de intervenção pelo MPPE já teve 10 secretários de Saúde na atual gestão e já registra óbito por Covid-19



O Blog da Noelia Brito apurou que o Município pernambucano objeto do pedido de intervenção protocolado hoje, 1 de abril, pelo Procurador Geral de Justiça de Pernambuco, Dirceu Barros, já teve dez secretários de Saúde diferentes, desde o início da atual gestão, gerando evidente descontinuidade das ações e caos administrativo.

Para se ter uma ideia, a gestão desse Município,  cujo nome não foi confirmado pelo MPPE, em sua nota, ainda está elaborando o Plano Municipal de Saúde, instrumento que deveria ter sido elaborado  no primeiro ano de gestão e  não no último, já que esse Plano deveria ter nordeado os quatro anos da gestão.

O Ministério Publico constatou que há uma completa falta de planejamento, quebse evidencia pela existência de volumoso saldo em conta dos recursos financeiros da saúde, especialmente quando comparado com a população do Município em questão.

Quase todos os indicadores de vigilância apresentados pelo Programa de Qualificação  das Ações de Vigilância em Saúde (PQA-VS), foram descumpridos. As investigações constataram que apenas um item que não é monitorado no território foi cumprido. De modo que  o município corre o risco de perder 60% dos recursos previstos no programa. 

Nossas fontes revelaram, ainda, que o caos observado na saúde do Município, pela DRACO, pelo MPPE e pelo TCE, que rejeitou todas as prestações de contas do gestor, pode levar a uma elevada propagação da Covid19, sendo que já há registro oficial de óbito recorrência do coronavírus no Município, já que a gestão não demonstra firmeza no combate à pandemia.

Apesar de receber aportes volumosos de recursos, o município não demonstra ter estrutura para combater a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) que se alastra no Estado e na cidade, que vai além dos casos de Covid 19, compreendendo, ainda, outras doenças respiratórias que têm levado a população a óbito, a exemplo da influenza e do H1N1 e tudo em razão da desorganização administrativa que ali campeia.


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