Secretário fala em 250 mortes por dia em Fortaleza, em maio: "Vivemos a terceira guerra mundial"



Falando aos empresários, Dr. Cabeto fez a defesa firme das políticas de isolamento social como única forma de permitir ao sistema de saúde as condições para se estruturar para atender à demanda por atendimento médico

Em uma live promovida pelo Sinduscon-Ceará, intitulada “A construção civil e a saúde na pandemia”, para discutir a reabertura das obras, o secretário de Saúde do Ceará, Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho, conhecido como Dr.Cabeto, fez uma previsão sinistra e assutadora. Segundo o secretário, em Fortaleza a previsão é de 250 mortes por dia, já em meadosnde maio: “Vamos ter morte e é muita. Em meados de maio terá em torno de 250 mortes por dia em Fortaleza. Não posso ser brando porque os dados não nos permitem”, disse o Dr. Cabeto.

O secretário ainda revelou que não há Equipamentos de Proteção Individual para os profissionais de saúde que estão no combate direto à Covid-19 “para mais sete dias”.

Falando aos empresários, Dr. Cabeto fez a defesa firme das políticas de isolamento social como única forma de permitir ao sistema de saúde as condições para se estruturar para atender à demanda por atendimento médico, chegando a perder a paciência em alguns momentos, com a insistências dos empresários em defenderem o seguimento dss obras.

Durante a live, o empresário José Martins Aderaldo mostrou surpresa: “não esperávamos que a situação estivesse tão grave”. 

Os empresários pretendiam conseguir, com o secretário, a flexibilização do fechamento dos canteiros de obras. Mas Dr. Cabeto alertou que estamos vivendo a terceira guerra mundial.

Fortaleza, assim como o Recife, integra a lista de 12 cidades em cenário de emergência, devido ao número de casos do novo coronavírus em relação à população total de cada uma dessas cidades.

Hoje, o cenário nacional aponta uma incidência média de 111 casos para cada 1 milhão de habitantes. Em 12 capitais, porém, o volume de contaminações está acima dessa média: Fortaleza (573), São Paulo (518), Manaus (482), Macapá (391), Florianópolis (345), Recife (339), São Luiz (302), Rio de Janeiro (297), Vitória (279), Porto Alegre (210), Brasília (204) e Boa Vista (175).

Em outras seis capitais, a situação é de "atenção": Curitiba (156), Natal (154), Rio Branco (147), Belo Horizonte (141), Salvador (126) e Belém (113). As demais nove capitais têm incidência de casos abaixo da média nacional. É o caso de Cuiabá, João Pessoa, Goiânia, Campo Grande, Aracaju, Palmas, Porto Velho e Maceió.

O bairro Meireles tem o maior número de casos confirmados de todo o Ceará e, além disso, fica a frente de estados como Mato Grosso (134), Mato Grosso do Sul (113), Paraíba (111), Acre (90), Roraima (83), Alagoas (50), Piauí (50), Sergipe (44), Rondônia (42), Tocantins (26), conforme boletim diário divulgado pelo Ministério da Saúde nessa segunda-feira (13).

O número também é superior a registros realizados em, pelo menos, 70 países do mundo, inclusive da própria América Latina, de acordo com a Universidade John Hopkins, como Paraguai (147), El Salvador (137) e Jamaica (72).

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