Aras pediu e o STJ autorizou investigação contra Witzel com base em dossiê que passou pelo gabinete de Bolsonato, diz a Crusoé



A Crusoé conta que a investigação contra o governador Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, sobre a contratação de uma organização social para gestão de hospitais de campanha, pedida pelo Procurador Geral da República Augusto Aras e autorizada pelo STJ não tem por base as investigações que vinham sendo realizadas pelo próprio Ministério Público, mas um dossiê que circulou pelo gabinete do presidente Jair Bolsonaro, que elegeu o governador do Rio como seu maior inimigo político da atualidade.

A investigação tem como alvo o contrato de R$ 770 milhões com o IABAS, organização social acostumada a receber milhões para a gestão de hospitais públicos e que já se viu envolto em outras denúncias de desvios.

Mas a reportagem revela, ainda que os aliados de Bolsonaro que levaram a ele o dossiê utilizado por Aras para investigar Witzel, também teria potencial para atingir a gestão Doria, outro desafeto presidencial.

Bolsonaro, que recentemente foi acusado de tentar interferir na Polícia Federal e é investigado por isso, declarou que o Rio de Janeiro era um terreno fértil para a PF trabalhar.

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