Em depoimento de mais de 8 horas, Moro, delegados e procuradores comem pizza enquanto ex-ministro reitera acusações e entrega novas provas contra Bolsonaro



Moro ao chegar na PF, acompanhado do advogado Rodrigo Rios e de agentes da polícia, que fazem sua segurança Foto: Eduardo Matzyak / Futura Press

Em mais de oito horas de depoimento, o ex-ministro da Justiça Sergio Moro reiterou acusações e entregou novas provas contra o presidente Jair Bolsonaro sobre sua atuação para intervir diretamente na Polícia Federal para blindar familiares e aliados e perseguir desafetos.

Moro entregou o celular para perícia e gravações de conversas, inclusive com funcionários que autorizaram a entrega, além de áudios de WhatsApp com Bolsonaro e com outras pessoas que levavam recados do Bolsonaro para o ex-ministro.

Motoqueiro levou pizza para o depoente,
delegados e procuradores
Foto: Eduardo Matysiak / Futura Press
Durante todobo tempo depoimento só foram realizadas duas pausas para idad ao banheiro e para comer as pizzas pedidas pelos delegados que conduziram a oitiva.


Além de Moro e de seu advogado, Rodrigo Rios, estavam na sala três procuradores, um escrivão e a delegada Cristiane Corrêa, chefe do Serviço de Inquéritos Especiais (Sinq), que investiga pessoas com foro privilegiado, entre outros delegados.

Moro depôs na superintendência da PF, em Curitiba, no inquérito que investiga as acusações de interferência de Bolsonaro no órgão que fez contra presidente Jair Bolsonaro ao pedir demissão de seu governo.

MAIS VISITADAS DO MÊS

Entidades ligadas a empresário preso hoje pela PF, por desvios na Saúde, receberam mais de R$ 781 milhões do Estado e de Prefeituras pernambucanas

EXCLUSIVO: PF PRENDE PREFEITO E VICE DE AGRESTINA

Mapa da Vergonha: Pernambuco é o Estado com o maior número de irregularidades investigadas na pandemia, aponta documento da Polícia Federal

Forbes: Lista de bilionários brasileiros traz 16 cearenses e 6 pernambucanos. Saiba quem são.

Operação Desumano: Orcrim que assalta cofres da Saúde do povo pernambucano há anos é desbaratada em megaoperação da PF, CGU, MPF e MPPE (GAECCO). Prefeituras do Recife e de Jaboatão e empresário, líder da ORCRIM, entre os alvos