Empresário acusa policiais do DEPATRI de invadirem sua cobertura para roubá-lo. PCPE investiga o caso que está sob sigilo



Circulam em grupos de WhatsApp, imagens de um suposto assalto a um empresário residente na Av. Boa Viagem, atribuído a policiais civis.


O fato chegou a ser veiculado em alguns Blogs, porém, sem maiores detalhes.

Diante da repercussão do caso, por meio de seu advogado, o criminalista Jethro Junior, o empresário, identificado apenas pelas iniciais D. S. R. N., divulgou nota à imprensa, dando conta de que a residência de seu cliente teria sido alvo de uma invasão, no último dia 15/04/2020, por volta das 19:30 hs, por várias pessoas, algumas delas se dizendo policiais civis.




A nota ainda informa que essas pessoas teriam subtraído uma quantia em dinheiro, que variaria entre 700 mil e 800 mil reias, além de relógios e joias de ouro da vítima.

O fato, que foi reportado à Corregedoria da Secretaria de Defesa Social, teria contado com a participação de uma garota de programa, de iniciais R. M., conhecida da vítima, que, segundo o relato do advogado, atraiu o empresário, por meio de um telefonema, convidando-o para "tomarem sopa na Padaria Boa Viagem". 

A vitima teria seguido com a garota de programas, em um UBER, até a Padaria Boa Viagem, onde o empresário teria sido cercado por vários homens, "de armas em punho" e "exibindo carteiras com distintivos e afirmando serem policiais civis", narra o advogado.

A partir daí, o empresário teria sido obrigado a ingressar em outro veículo para em seguida retornar a sua residência, juntamente com os homens identificados como policiais e a garota de programas.

De acordo com o advogado Jethro Júnior, já na residência do seu cliente, os homens, de posse de um invólucro marrom que diziam ser "substância entorpecente", ingressaram na cobertura do empresário, contra sua vontade e fazendo uma espécie de busca, para, em seguida, deixarem o local com o dinheiro e com as joias.

A defesa do empresário afirma que "Toda essa movimentação nas áreas públicas (calçada, hall, estacionamento, elevador, etc...) foi filmada" e que ao notar a movimentação estranha, os empregados da Portaria do Condomínio chamaram a Polícia Militar que se dirigiu ao local com várias viaturas, quando os homens identificados como policiais já haviam deixado o local.

Após a partida dos homens identificados como policiais, o empresário registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia de Boa Viagem, isso por volta das 22 horas do mesmo dia (Boletim de Ocorrência nº 20E0036000027), que istaurou o Inquérito Policial nº 01003.0007.00257/2020-1.2, sob a condução dos Delegados de Polícia FELIPE MONTEIRO COSTA e ALFREDO JORGE SANTOS ARAÚJO.

Um outro Boletim de Ocorrência, porém, foi registrado na Delegacia de Roubos e Furtos, o Boletim de Ocorrência nº 20E0332000156, por policiais daquela especializada, reportando que haviam realizado uma diligência na mesma data, local e horário dos fatos narrados pelo advogado do empresário.

O advogado Jethro Junior afirma que "a partir da análise dos fatos narrados no Boletim de Ocorrência nº 20E0332000156, junto à Delegacia de Polícia de Roubos e Furtos, e o no Boletim de Ocorrência nº 20E0036000027, lavrado com base na narrativa da vítima, pode-se constatar que o BO nº 20E0036000027, registradio na Delegacia de Boa Viagem, foi lavrado dois dias antes que aquele lavrado pela Delegacia de Roubos e Furtos pelos policiais daquela especializada".

"A vítima destaca desde logo não tem qualquer reparo a fazer quanto a condução do Inquérito Policial nº 01003.0007.00257/2020-1.2, em curso na Delegacia de Polícia da 7ª. Circunscrição Policial – Boa Viagem, cuja direção encontra-se sob a responsabilidade dos Delegados de Polícia Drs. FELIPE MONTEIRO COSTA e ALFREDO JORGE SANTOS ARAÚJO, os quais têm agido com a imparcialidade e diligência que o caso demanda, e onde está sendo desenvolvida a persecução penal de quem for encontrado em crime de forma isenta e profissional, esperando que ao final as responsabilidades sejam estabelecidas e que todos os culpados sejam submetidos à Justiça", concluiu o advogado.

O Blog apurou que os policiais civis alegam que realizaram diligência na casa do empresário, para apurar denúncias de que lá estaria ocorrendo tráfico de drogas e que as imagens que estão sendo veiculadas pelo WhatsApp, obtidas do circuito interno do prédio onde reside o empresário, mostram o momento em que os policias deixam o local, acompanhados da "garota de programa" e que as sacolas que aparecem nas imagens conteriam roupas da garota de programa e não dinheiro, como alegado pelo empresário.

Não conseguindos contato com os policiais citados pela defesa do empresário, mas obtivemos a informação de que serão ouvidos pela Corregedoria.

O Blog procurou a Polícia Civil de Pernambuco que informou que o caso está, de fato, sendo investigado pela Polícia Civil, mas que as informações seguem em sigilo.

Diante do fato de que a identidade do empresário foi preservada por iniciais, na nota e na representação à Corregedoria, as identidades dos policiais, que alegam, segundo nossas fontes, serem vítimas de uma "armação e perseguição" serão preservadas, adotando-se o mesmo procedimento com relação à garota de programa.

O Blog está aberto para manifestação da defesa dos policiais.




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