Gestão Geraldo Julio monitora Procurador Cristiano Pimentel, que investiga sua gestão. Quem está pagando por esse tipo de "espionagem"?



Não é de hoje que se suspeita da utilização de recursos públicos pelas gestões do PSB, para espionar pessoas e até autoridades que, de alguma forma, ousem apontar falhas, erros ou irregularidades nas gestões do PSB. 

As gestões do PSB, em Pernambuco, costumam taxar como "inimigos" todos aqueles que, ainda que apenas cumprindo seus deveres funcionais, interponham-se em seus caminhos. Soltam notas agressivas e intimidatórias, usam "laranjas" para difamar, para processar, para instaurar procedimentos disciplinares, no intuito de desmoralizar servidores e autoridades, enfim, cidadãos, em geral e com isso descredenciar ações e denúncias  que descortinem eventuais "malfeitos" dessas gestões, que, ao custo de um marketing caríssimo, pago com recursos dos nossos impostos, vêm, há mais de uma década, sendo ocultados da opinião pública por uma cortina de fumaça que, aos poucos, começa a ser dispersada pelas poucas pessoas que, no Estado, têm a coragem de agir, sim, porque para enfrentar a máquina de perseguição e de destruição de reputações do PSB, só tendo muita coragem. As gestões do PSB são movidas por ódio, arrogância e certeza da impunidade.

Já foram vítimas da máquina de moer reputações dos "intocáveis" do PSB, não apenas a editora deste Blog, mas juízes, delegados, procuradores da República. Há pouco tempo vitimaram a procuradora da República Sílvia Regina, do Núcleo de Combate à Corrupção do MPF, em Pernambuco e por quê? Por fazer seu trabalho ao investigar irregularidades envolvendo as organizações sociais que já receberam mais de R$ 9 bilhões do SUS, apara não prestar o serviço público que o povo merece. É sabido que as chamadas OSs, a exemplo do que já se viu na Paraíba e no Rio de Janeiro, são o "calcanhar de Aquiles" do PSB. Quem inventar de investigar isso, prepare-se.

Em nota, Polícia Federal informou que investiga contratos da Prefeitura do Recife no combate à pandemia

A vítima da vez, da espionagem e da máquina de moer reputações do PSB é o Procurador de Contas Cristiano Pimentel, que desbaratou o que parece ser um esquema fraudulento na compra de respiradores, pela Prefeitura do Recife, que hoje, inclusive, recebeu a "visita" da Polícia Federal que, em nota, informou que investiga, sim, contratos da Prefeitura a pretexto de combater à pandemia.

Numa nota que sai do profissional e descamba para o pessoal, o que é inaceitável em se tratando de um ente público, que tem o dever de primar pela impessoalidade, sob pena de descambar para o campo da improbidade, a assessoria faz insinuações e até acusações contra o Procurador, a quem insinuam buscar promoção pessoal.

Em determinado trecho da nota, talvez na falta de argumentos para rebater a representação interna do MPCO sobre a compra milionária de respiradores a uma microempresária do ramo veterinário em São Paulo que não aparece assinando um ato sequer, sempre representada por terceiros que, indubitavelmente, pegou a gestão atual da Prefeitura do Recife, de "calças curtas" e por isso ganhou repercussão nacional, a ponto de ser objeto de matérias na Globonews e na CNN, a Prefeitura revela que espiona o procurador: "Somente ontem, indícios apontam que o referido procurador deu notícias de uma representação interna a 11 de veículos de imprensa, além de ter dado uma entrevista à Rádio Jornal, aparentemente com o intuito de construir um suposto escândalo."

Perceba-se a gravidade da nota que pretende censurar o procurador e  própria imprensa, que em nenhum momento expôs qualquer informação sigilosa. A atitude raivosa e arrogante, da gestão Geraldo Julio se espraia sobre sua assessoria que jamais responde aos questionamentos deste Blog, quando procurada para se pronunciar sobre matérias envolvendo a Prefeitura e que hoje chamou de "cego" o editor de outro Blog, o jornalista Ricardo Antunes, por ter tão somente lhes questionado sobre a realização ou não de uma operação da PF na Prefeitura e se o prefeito estava presente quando a Polícia Federal esteve lá.

Ora, então é essa gestão que reclama de não ter sido ouvida pelo Procurador antes das gravíssimas denúncias virem à tona? Pior é saber que se trata de uma inverdade, já que a leitura detida da Representação não deixa dúvidas de que em inúmeras oportunidades a gestão foi ouvida para se justificar e apresentar documentos, lamentavelmente, todos pouco ou nada convincentes.

A espionagem fica indisfarçável quando a nota da Prefeitura afirma que "Somente em suas redes sociais pessoais, o procurador fez 12 postagens sobre o tema em um único dia." Ora, quer dizer em tão que há funcionários na Prefeitura cuja função é bisbilhotar a vida pessoal (observem que a espionagem se dá nas "redes pessoais" de autoridades? Com que propósito e com que autorização legal?

A Prefeitura chega a insinuar que o procurador quer criar "escândalo", como se o escândalo não fosse criado pela própria gestão com contratos como o denunciado pelo Procurador: "O que é mais estranho, é que tudo aconteceu antes mesmo da Prefeitura ter sido notificada da representação interna para esclarecer as dúvidas sobre o processo. Fica a dúvida, se o interesse é mesmo pela apuração dos fatos, o que é um dever do procurador, ou apenas criar um suposto escândalo na mídia e gerar consequências político-eleitorais."

A insinuação de uso político-eleitoral é tão absurda que só denota o perceptível desespero de quem, ao cabo de quase oito anos de mandato, não está muito acostumado a ter que responder por seus atos.

Muitos desconhecem ou já esqueceram que desde 2013, primeiro ano da gestão Geraldo Julio, a editora deste Blog conhece muitíssimo bem o "modus operandi" dessa gestão que finalmente caminha para seu final e, ao que o andar da carruagem está a indicar, esse final será por demais melancólico



LEIAM A NOTA DO MPCO EM RESPOSTA À NOTA DA PREFEITURA DO RECIFE 
 *NOTA EM RESPOSTA DO MPCO*

O Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO) vem a público externar perplexidade com o teor da nota oficial divulgada pela Prefeitura do Recife, a respeito da compra de 500 respiradores junto à microempresária individual Juvanete Barreto Freire. Após noticiar que, depois de se tornar pública a suposta fraude que envolve a sua marca, a microempresária desistiu da contratação, a Prefeitura do Recife atribuiu, de forma desrespeitosa, a não entrega de respiradores à atuação do Procurador Cristiano Pimentel. Lamenta-se que a Prefeitura do Recife não cumpra o seu dever de informar a população que, apesar de contratados 500 respiradores a Sra. Juvanete Barreto Freire, apenas lhe foram entregues cerca de 20. Aguarda o MPCO que a Prefeitura do Recife cumpra o seu dever de cobrar da Sra. Juvanete Barreto Freire a multa contratual decorrente da rescisão. Sobre a suposta falta de notificação prévia sobre a representação interna, é preciso esclarecer que o documento, legal e regimentalmente, é dirigido ao Relator competente no TCE. Não cabe ao MPCO notificar à Prefeitura, mas sim ao Relator competente do TCE, quando entender ser o momento processual adequado. O MPCO continuará fiscalizando a correta aplicação dos recursos públicos em defesa da sociedade pernambucana, exercendo seus membros a independência funcional que lhes garante o art. 130 da Constituição da República. GERMANA LAUREANO Procuradora Geral do MPCO

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