Sob fogo cerrado por gastos excessivos e inexplicados, na pandemia, Prefeitura do Recife revoga escandalosa compra de quase dez milhões em celulares

Compra tem sido alvo de reiterados questionamentos 
do Procurador de Contas Cristiano Pimentel

No mesmo dia em que publicou nota defensiva em razão de ser ver pressionada por todos os órgãos de controle, a exemplo do MPCO, do MPF, do TCE e do MPPE e por setores da sociedade civil comprometidas com a transparência e a fiscalização da gestão pública, por gastos exorbitantes e inexplicados a pretexto de combater a pandemia, a gestão Geraldo Julio, por intermédio de seu secretário de Educação, resolveu revogar a absurda licitação para aquisição de 12.500 aparelhos smartphones por quase dez milhões de reais, que seriam distribuídos, em pleno ano eleitoral, supostamente para alunos da rede municipal de ensino.

A motivação para o cancelamento do pregão é o valor da proposta vencedora ter sido superior ao valor da dispensa de licitação para o mesmo fim e que foi também cancelada depois de uma cautelar concedida pelo TCE, a pedido do MPCO.

A compra é descabida, conforme já expusemos em matéria anterior, onde uma série de irregularidades apontadas pela Auditoria do TCE foram destrinchadas (confiram em Auditoria do TCE vê irregularidades em licitação de mais de R$ 9 milhões para compra de celulares pela Prefeitura do Recife e sugere Alerta de Responsabilização ).

O momento, como diz a própria gestão, é de salvar vidas e não de gastos desnecessários.


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