Agentes de Combate a Endemias da Prefeitura do Recife estariam usando macacões remendados apesar dos gastos milionários da PCR com EPIs e outros equipamentos para combate ao coronavírus. PF já foi lá três vezes



Alvo de três Operações da Polícia Federal por suspeita de superfaturamento na compra de respiradores de porcos e Equipamentos de Proteção Individual para o combate à pandemia de Covid-19, a Prefeitura do Recife está sendo acusada por servidores que atuam no combate a endemias de não fornecer os EPIs ou de fornecê-los de baixa qualidade e com defeito.

Fotos que nos foram enviadas pelos denunciantes, cujas identidades são mantidas em sigilo, por motivos óbvios, mostram que os agentes de combate a endemias estão sendo obrigados a remendar os macacões que deveriam protegê-los de contaminações, em razão de seu não fornecimento em quantidades adequadas. Além disso, segundo os denunciantes, os demais equipamentos, como máscaras e luvas estariam sendo fornecidos, porém, são de baixa qualidade e com defeitos, o que os expõe a riscos de contaminação.

As Operações da Polícia Federal apontaram que foram gastos apenas com a empresa Saúde Brasil, o valor de R$ 81 milhões para que essa empresa, de apenas R$ 100 mil de capital social, fornecesse EPIs e outros materiais médico-hospitalares para o combate à pandemia.

Impressiona, portanto, que sequer a Prefeitura do Recife venha fornecendo equipamentos adequados e suficientes a seus agentes de combate a endemias, o que inclui não só a Covid19, mas, também, as herboviroses,tais como dengue, zyka e chikugunha.

Com a palavra, a Prefeitura do Recife.


MAIS VISITADAS DO MÊS

EXCLUSIVO: PF PRENDE PREFEITO E VICE DE AGRESTINA

Mapa da Vergonha: Pernambuco é o Estado com o maior número de irregularidades investigadas na pandemia, aponta documento da Polícia Federal

Entidades ligadas a empresário preso hoje pela PF, por desvios na Saúde, receberam mais de R$ 781 milhões do Estado e de Prefeituras pernambucanas

Operação Desumano: Orcrim que assalta cofres da Saúde do povo pernambucano há anos é desbaratada em megaoperação da PF, CGU, MPF e MPPE (GAECCO). Prefeituras do Recife e de Jaboatão e empresário, líder da ORCRIM, entre os alvos