Covidão: Comandada pelo presidente do PSB de Pernambuco, Sileno Guedes, Secretaria alvo de busca e apreensão da Operação Inópia, do DRACO, da CGU, da PF e do GAECO adquiriu 200 mil cestas básicas a empresa de medicamentos


A Operação Inópia, desencadeada, ontem, em conjunto, pela 1ª DECCOR/DRACCO, pelo GAECO/MPPE, pela Polícia Federal e pela CGU, para investigar indícios da suposta existência de organização criminosa voltada para a prática de crimes relacionados a fraude à licitação na pandemia, além de apurar possíveis irregularidades em contrato elaborado com recursos públicos destinados ao combate da COVID-19, teve como um de seus alvos a Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Adolescente de Pernambuco, comandada pelo presidente estadual do PSB, Sileno Guedes. As buscas e apreensões na Secretaria foram confirmadas em coletiva, há pouco, pelo DRACCO.

A Secretaria comandada por Sileno Guedes celebrou, sem licitação, um contrato com a empresa Juntimed Produtos Farmacêuticos e Hospitalares Ltda, para fornecimento de 200 mil cestas básicas, ao custo de R$ 12,7 milhões, a serem entregues aos 184 (cento e oitenta e quatro) municípios pernambucanos, em consonância com os quantitativos e os endereços estabelecidos pela Secretaria Executiva de Assistência Social, para atender às demandas emergenciais da população vulnerável, impactadas pela PANDEMIA DO CORONAVÍRUS.

Durante a operação, além do mandado de busca e apreensão, cumprido na Secretaria de Desenvolvimento Social, foram cumpridos mandados, também de busca e apreensão, no endereço da empresa, em Paudalho e no Distrito Federal e em Goiás, onde, curiosamente, está registrado o telefone de contato da empresa, apesar de sediada no interior de Pernambuco.

Na coletiva, as autoridades que executaram a Operação revelaram que há suspeitas de incapacidade técnica da empresa para cumprimento do contrato. Inicialmente era uma gráfica e depois se transformou em empresa de venda de produtos medicamentosos e farmacêuticos. Diligências da Polícia Federal, que colaborou com a investigação, constataram, verificaram que a empresa não teria funcionários nem veículos em seu nome. Além disso, verificou-se uma diferença de quase 50% entre os valores pagos pelas cestas pela Prefeitura de Olinda, em torno de R$ 40 e a Secretaria comandada pelo presidente do PSB, em torno de R$ 60.

Os mandados foram cumpridos por determinação da Juíza da Vara de Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária, da Capital.


Procurada pelo Blog, para se pronunciar, a Secretaria de Desenvolvimento Social não respondeu ao nosso contato. O Blog tentou, ainda, contactar a empresa, mas o telefone que consta no cadastro da empresa, junto à Receita Federal, cujo código de área é de uma cidade no interior de Goiás, não completou a ligação.

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