Jaboatão e Primavera também contrataram empresa de fachada alvo da Polícia Federal na Operação contra desvios de recursos na pandemia

Foto: Polícia Federal

Apesar de não terem sido alvos da Operação Casa de Papel, deflagrada hoje, pela Polícia Federal, que visitou as Secretarias de Saúde das Prefeitura do Recife, do Cabo de Santo Agostinho, de Olinda e de Paulista, durante a coletiva de imprensa, a Polícia Federal confirmou que pelo menos mais duas prefeituras teriam contratado a empresa AJS Comércio e Representação, apontada pela PF, como uma empresa de fachada, integrante de uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro. A  Orcrim seria comandada pelo empresário do ramo gráfico Sebastião Figueroa, muito conhecido no mundo político por prestar serviços gráficos para candidatos, Partidos Políticos e para Prefeituras pernambucanas, além do próprio Governo de Pernambuco.

A PF constatou que a empresa estava em nome de laranjas que não apresentavam capacidade econômica para serem sócios de empresa com capital social milionário, dentre os quais a faxineira do verdadeiro sócio. A empresa realizava, segundo a PF, realizava muitos saques em dinheiro e de forma fracionada, utilizando uma técnica chamada de smurfing ou Estruturação.

Foram cumpridos 36 mandados de buscas e apreensões contra diferentes alvos.

Segundo a PF e a CGU, as duas Prefeituras não haviam incluído os contratos com a AJS em seus Portais de Transparência e só recentemente as contratações foram descobertas pelos investigadores.

Com a palavra, as Prefeituras citadas na matéria.


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