JFPE estende prazo de prisão de investigados na Operação Estatueta, de combate ao tráfico internacional de drogas


A 13ª Vara Federal deferiu o requerimento formulado pelo Departamento da Polícia Federal para estender o prazo da prisão temporária dos investigados na Operação Estatueta, de cinco para 30 dias. De acordo com as investigações, trata-se de um suposto grupo criminoso voltado ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de dinheiro. Na última segunda-feira (22), após a busca e apreensão nos endereços dos investigados, o Juízo tinha decretado a prisão temporária (até cinco dias). De acordo com os autos, o entorpecente seria adquirido na Bolívia ou na Venezuela para fins de remessa à Europa, dentro de estatuetas com a figura de Buda e objetos diversos, mediante a utilização de "mulas". Há indícios também da lavagem do capital oriundo do tráfico.


‘A restrição da liberdade se impunha para evitar que os indiciados agissem de forma a dificultar a instrução criminal, através da ocultação e/ou eliminação de provas documentais imprescindíveis para a elucidação dos fatos. O fundamento fático para a adoção da aludida prisão foi a necessidade de realização de diligências pelas autoridades investigativas, a exemplo da oitiva dos investigados e de testemunhas, bem como a adequada análise preliminar do material apreendido por ocasião das buscas, medidas essas também autorizadas judicialmente”, afirmou o juiz em sua decisão. Nove investigados tiveram o prazo das prisões temporárias estendido até o dia 22/07/20. Outro, com cumprimento pendente, também teve prazo de prisão de 30 dias.
 

Entenda o caso


Durante as buscas na residência de um dos investigados, na última segunda-feira (22), a Polícia Federal apreendeu grande quantia em dinheiro, acondicionada dentro de eletrodomésticos, tais como geladeira e freezer, além de pedras preciosas. Na ocasião, a 13ª Vara Federal decretou a prisão temporária. A autoridade policial, com base no art. 2º, § 4º, da Lei dos Crimes Hediondos (nº 8.072/90), requereu a extensão da custódia dos investigados pelo prazo de 30 dias, medida que teve a concordância do Ministério Público Federal.


Com informações da Assessoria de Comunicação da Justiça Federal em Pernambuco

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