Polícia Federal já instaurou pelo menos 15 inquéritos para investigar desvios de recursos públicos na pandemia, em Pernambuco


A Polícia Federal revelou, durante a coletiva de imprensa, hoje, 16, na sede da instituição, para falar sobre os detalhes das Operações Casa de Papel e Antídoto, que tiveram como alvos as Prefeitura do Recife, do Cabo de Santo Agostinho, de Olinda e de Paulista, além de empresários e pessoas apontadas como "laranjas" da organização criminosa que vendeu EPIs para essas Prefeituras, que cerca de 15 inquéritos já teriam sido instaurados para investigar desvios de recursos públicos durante a pandemia de COVID-19.

Até o momento, esses 15 inquéritos resultaram em três Operações. Além das já citadas Casa de Papel e Antídoto, uma terceira, chamada de Apneia e que também teve como alvo a Prefeitura do Recife, investiga a compra de respiradores de porcos que sequer tinham autorização da ANVISA para sua utilização em humanos.

Não foram dados mais detalhes sobre as demais investigações nem quem seriam os investigados.

Por sua vez, a Controladoria Geral da União informou que analisa mais de 300 dispensas de licitação, apenas em Pernambuco, envolvendo recursos federais destinados à pandemia.

MAIS VISITADAS DO MÊS

Microempresas com capital social de R$ 200 mil e R$ 300 mil, alvos da Operação da Deccot, que cumpriu mandados também na Prefeitura do Recife, foram agraciadas com contratos de mais de R$ 18,6 milhões com a Prefeitura do Recife, na pandemia

Advogado dos Bolsonaro, Wasef, teve pedido de prisão em inquérito que investigou seita satanista suspeita de matar crianças em rituais. Seita tinha integrantes também em Pernambuco

Exclusivo: Saiba quem são todos os 41 alvos das Operações Casa de Papel e Antídoto, deflagradas hoje, pela PF, e que também teve como alvos as Prefeituras do Recife, do Cano, de Paulista e de Olinda

É tetra! Prefeitura do Recife recebe a quarta "visita" da Polícia por fraudes na pandemia, desta vez foi a DECOT. A prefeitura nega envolvimento

Casa de Papel: ex-Gerente Geral da Secretaria de Governo de Geraldo Júlio é suspeito de intermediar contratos milionários da ALEPE com empresas de fachada "especializada em lavagem de dinheiro", aponta PF