Recordista entre deputados com assessores ligados a empresário investigado por lavagem de dinheiro, Wanderson Florêncio "esquece" de exonetar filha de sócia de empresa de fachada do esquema.

20 de jun. de 2020

/ by Blog da Noelia Brito
Wanderson Florêncio já foi defensor de "carteirinha" do Prefeito do Recife, Geraldo Julio, mas hoje se diz oposição.


Recordista em nomeações de assessores indicados por Sebastião Figueiroa, com três familiares do empresário em seu gabinete, o deputado estadual Wanderson Florencio, do PSC, pediu ao presidente da Alepe a exoneração de apenas dois desses assessores. Wanderson manteve contratada justamente a filha da sócia da empresa de fachada AJS, alvo de duas operações policiais, uma do Draco e outra da Polícia Federal

Os pedidos para exonerar duas de suas assessoras só ocorreram, porém, após vir à tona que esses assessores teriam ligações familiares com o empresário Tião Figueiroa, conhecido no meio político por emprestar dinheiro a políticos e candidatos.

Em coletiva de imprensa sobre a Operação RIP STOP, o DRACO revelou que iria instaurar inquéritos para investigar ligações de políticos e órgãos públicos com o empresário.

Wanderson pediu a exoneração apenas de Fabiana Rabin e Yanara Feitosa, mas esqueceu de pedir a exoneração de Raissa Silva de Siqueira.  Raissa é filha de Luciana Aragão Silva,  ex-cunhada de Sebastião Figueiroa e sócia da AJS, empresa apontada como de fachada e contratada por milhões por Prefeituras da situação e de oposição.

Interceptações telefônicas da Operação RIP Stop mostram que Sebastião Figueiroa tentou mascarar a empresa de fachada AJS, após uma visita de policiais do DRACO, para ludibriar as autoridades. Além de Wanderson, pelo menos outros dois deputados mantém, entre seus assessores, familiares de Tião Figueiroa. São eles o deputado Joel da Harpa, do PP e Roberta Arraes do PSB.

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