"Combater o fascismo no nosso País é um dever de todos", afirma Áureo Cisneiros, Coordenador Nacional do Movimento Nacional de Policiais Antifascistas, após revelação de dossíês do Governo Bolsonaro contra policiais do movimento Antifas

Áureo Cisneiros é coordenador nacional dos Policiais Antifascismo (Foto: Divulgação)

Nesta sexta (24), o repórter Rubens Valente, do UOL, revelou que por intermédio Seopi (Secretaria de Operações Integradas), uma das cinco secretarias subordinadas ao ministro da Justiça André Mendonça, governo Bolsonaro está monitorando 579 policiais e outros servidores da segurança pública ligados ao movimento antifascista e 2 ex titulares da SENASP e um ex-Secretário Nacional de Direitos Humanos.


A ação dos espiões do governo Bolsonaro persegue servidores públicos com fé pública e que gozam, como qualquer cidadão, de liberdade de expressão e que, em seus posicionamentos oficiais, criticam o governo mas defendem a democracia e a liberdade, diferentemente do séquito bolsonarista que tem sido alvo de Operações da Polícia Federal justamente por defenderem o fim da democracia.

Em artigo para a Folha de São Paulo, Renato Sérgio de Lima lembra que "não há ameaças ou crime nos manifestos dos Policiais Antifascistas – podemos até discordar dos termos e das ênfases, mas jamais achar que eles não têm o direito de se manifestar", destaca o articulista.

Os policiais espionados pelo governo Bolsonaro, cujo chefe supremo e filhos têm sido reiteradamente denunciados por ligações com o lado podre da Polícia, que comanda várias milícias no Estado onde os Bolsonaro têm sua origem política, alcança 579 policiais cujo "crime" foi assinar uma manifesto em defesa da democracia, além de três personalidades públicas, internacionalmente reconhecidas pela defesa da democracia, e que não cometeram nenhum crime ao defender reformas da segurança pública, promover a defesa de direitos humanos e criticar o atual governo.

Os perseguidos pelo governo comandado por uma família que condecorou policiais ligados a grupos de extermínio e milícia são "acusados" de defenderem um debate sobre um novo modelo de segurança pública, que garanta o controle do crime, a redução da violência e a garantia de direitos humanos.

De acordo com Áureo Cisneiros, presidente licenciado do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco e que além de ser um dos fundadores do Movimento Nacional dos Policiais Antifscismo é um dos seus coordenadores nacionais, "A estratégia de avanço do projeto fascista no país é ampla. Mobilizam a intolerância e o ódio aos movimentos sociais, sindicais e progressista nas ruas e nas instituições da República. Porém, vamos continuar avançando na defesa do Estado Democrático. Combater o fascismo no nosso país, é um dever de todos e todas."

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