Cerco fechado: MPPE também investiga improbidade na compra de respiradores testados apenas em porcos comprados pela gestão Geraldo Julio

Uma das mais atuantes do Ministério Público de Pernambuco, a Promotora de Justiça Áurea Vieira também investiga a compra de respiradores testados apenas em porcos a uma empresa veterinária. Os respiradores, que estão proibidos pela ANVISA de serem usados em seres humanos, foram comprados pela secretaria de Saúde do Recife mesmo sabendo que não eram autorizados para uso humano, conforme ficou claro nas conversas interceptadas pela Polícia Federal, ao analisar os celulares do secretário Jailson Correia e do braço direito do secretário de Governo João Guilherme Ferraz, Felipe Bittencourt, apreendidos pela Operação Apneia, da Polícia Federal.

Acreditando que teriam vida mansa se o caso fosse transferido para a esfera estadual, investigados foram até o STJ para afastar a Polícia Federal e o MPF do caso, mas a Corte Superior manteve as autoridades federais no comando das investigações na esfera federal.

A investigação instaurada pelo MPPE preenche um vácuo deixado pela decisão da juíza federal Nilceia Maggi que extinguiu a ação de improbidade movida pelo MPF contra as aquisições suspeitas. Assim, a compra dos respiradores impróprios para uso humano segue sob investigação da PF e do MPF, na esfera criminal e do MPPE, na esfera cível, sob a ótica da improbidade.

Ontem, a Procuradoria Geral da República listou o caso dos respiradores testados apenas em porcos adquiridos pela gestão Geraldo Julio, alvo da Operação Apneia, como um dos "grandes casos" e de repercussão nacional  para o Ministério público Federal.

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