"São pessoas que se passam por empresários, mas que, na verdade, viabilizam o tráfico internacional de cocaína", aponta delegada da PF sobre empresários pernambucanos "do tráfico"

Foto: Elvys Lopes/TV Globo

Ainda sobre a Operação Além-Mar, da Polícia Federal de Pernambuco, a delegada federal responsável pelas investigações, Adriana Vasconcelos, revelou a existência de uma espécie de rodízio entre as empresas encarregadas da logística de transporte da cocaína importada do Paraguai e que em seguida era exportada para portos da Europa e de Cabo Verde, na África: "É interessante essa ORCRIM 3 porque o que a gente mostra é que, na verdade, são grandes empresários que vão entrando e saindo da organização. Então o esquema começa com o empresário A e B depois o B se junta com o C e o D, depois o B sai e o C e o D se juntam. Então há uma rotatividade aí, o que não afasta a caracterização da organização criminosa".

A delegada ainda destacou que esses supostos empresários "São pessoas que se passam por empresários, mas que, na verdade, viabilizam o tráfico internacional de cocaína". Ao todo, foram presos 8 empresários todos do ramo de transporte de cargas estabelecidos em Pernambuco e que estariam envolvidos não só na fase de transporte terrestre, mas também na fase de contaminação dos containers nos Portos. Esses empresários são proprietários de 4 empresas de transporte de cargas de Pernambuco que também foram alvos da Operação. 

A cocaína, segundo a PF foi apreendida em caminhões das seguintes empresas: Transportadora Onde de Julho, do Grupo Ramalho, proprietário dos Postos de Gasolina Ramalho, Silva & Silva Transporte e Logística Ltda., MSS Transportes e Avantt Transportes.

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