Incoerência: Gestões do PT criticadas por João Campos foram comandadas por aliados do PSB e em pelo menos em uma delas o PSB estava na vice

Amargando dez pontos de distância da prima Marília Arraes, João Campos tenta reverter a desvantagem adotando um discurso antipetista. A finalidade é cooptar os votos conservadores de Mendonça Filho e da Delegada Patrícia, tradicionalmente avessos ao PT.

O problema é que o PSB ocupou cargos nos governos Lula e Dilma e também se envolveu nos desvios cometidos durante as gestões petistas, sendo, inclusive, alvo da Operação Lava Jato, que obteve o bloqueio da herança deixada por Eduardo Campos, pai de João, como forma de ressarcimento ao Erário, pelos alegados desvios.

Mas não só isso, Milton Coelho que é o primeiro suplente do PSB e que se beneficiaria diretamente da eleição de João Campos, foi o vice-prefeito de João da Costa a quem chegou a substituir por quatro meses, quando o então prefeito, que teve seu projeto de reeleição barrado pelo próprio PT, teve que se afastar para realizar um transplante de rim. João da Costa, que não conseguiu a reeleição para vereador do Recife, era declaradamente contra a candidatura de Marília Arraes e defendia que o PT apoiasse João.

Não se tem notícia de que João da Costa tenha feito campanha pela companheira de Partido.



Por outro lado, João Paulo, antecessor de João da Costa, deixou o PT para se filiar ao PC do B e poder apoiar livremente o PSB. O mesmo João Paulo foi derrotado em Olinda pelo Professor Lupércio, apesar de ter recebido o apoio do PSB.

Nem o PT nem Marília Arraes podem apontar essa incoerência do PSB porque têm que defender o que chamam de legado do PT na Capital, mas este Blog é independente e pode dizer o que os outros não podem. Jornalismo, já dizia William Randolph Herst, é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade.


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