Operação da PF mira juízes, advogados e empresários suspeitos de corrupção e peculato em MG



Do Estado de Minas 

A Polícia Federal cumpre 26 mandados de busca e apreensão em residências, empresas e escritórios de advocacia de cinco cidades mineiras, incluindo Belo Horizonte, e do Espírito Santo.

Batizada de "Iniquidade", a operação combate os crimes de peculato, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os investigados são juízes, advogados, empresários e um servidor da Justiça, suspeitos de obter vantagens indevidas em processos de falência de duas empresas, que tramitavam na 3ª Vara Cível da Comarca de Sete Lagoas, na Grande BH. Um dos juízes foi aposentado compulsoriamente em decorrência das investigações. 

Segundo a PF, a quadrilha lucrava com a aquisição e o financimento de créditos falimentares - aqueles que surgem após a falência de um empreendimento, destinados à remuneração de trabalhadores, administradores judiciais, entre outras obrigações. 

Conforme as investigações, esses créditos eram aquiridos por valores baixos. Porém, durante dos processos judiciais, acabavam multiplicados, já que os magistrados envolvidos no esquema determinavam o pagamento desses créditos em proporção acima da esperada a um grupo selecionado de credores. Os demais - incluindo a fazendas Federal, Estadual e Municipal - ficavam no prejuízo.

Além dos mandados de busca e apreensão, cumpridos em Sete Lagoas, Teófilo Otoni e Carlos Chagas e nas cidades capixabas de Vila Velha e Pinheiros - a PF também decretou 18 medidas cautelares. As medidas proibem os investigados de fazer contato com os demais suspeitos e sair do país.

Houve ainda bloqueio de dinheiro em contas bancárias e de investimentos, que totalizam cerca de 65 milhões de reais.

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