PF descobre armazém de drogas do PCC em residência universitária na UFPB. Braço da facção presta assessoria jurídica aos membros e também opera em presídios de Pernambuco e outros Estados


Fachada da UFPBImagem: Divulgação

Colaboração para o UOL, em João Pessoa

Uma operação realizada na manhã de hoje pela Polícia Federal e pela Polícia Militar da Paraíba desarticulou um grupo criminoso que atuava em presídios e fora deles em vários estados do Brasil. Batizada de operação Residence, o objetivo é cumprir 38 mandados de prisão preventiva, além de 23 mandados de busca e apreensão e ordens judiciais de bloqueio de valores depositados em contas correntes. Segundo a PF, o grupo usava um quarto da residência universitária da UFPB (Universidade Federal da Paraíba) para armazenar a droga que era distribuída para destinos diversos na Paraíba e estados vizinhos.

Segundo a polícia, esse quarto era a base usada pelo líder do grupo para guardar a droga. A escolha da residência universitária seria uma espécie de álibi que ajudava a ocultar a prática da atividade ilícita. Foi através do material encontrado nesse quarto, durante as investigações, que a polícia desvendou o grupo criminoso. O esquema era organizado e acontecia dentro e fora de presídios. A operação aconteceu também nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima, Rondônia, Mato Grosso do Sul e Paraná. Participaram da operação mais de 200 policiais federais e 60 policiais militares.

O delegado da Polícia Federal Bruno Rodrigues disse que um dos investigados que usava o quarto da residência universitária para guardar drogas também prestava assessoria jurídica aos demais integrantes do PCC Paraíba, e era um dos líderes. Ele foi preso armazenando droga sintética, maconha, cocaína e produtos derivados da maconha, como manteiga e bolo.

Rodrigues ainda disse que as investigações partiram desse pequeno grupo e posteriormente alcançou todo o PCC na Paraíba. Os nomes dos integrantes não foram revelados pela PF. Os investigados vão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para fins de tráfico de drogas, cujas penas podem chegar a 25 anos de reclusão.

ofensiva é realizada em sete Estados: Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima. Cerca de 200 policiais federais e 60 policiais militares paraibanos participam das atividades.

Segundo a PF, as investigações tiveram início após análise de provas envolvendo um grupo que utilizava um quarto na Residência Universitária da UFPB. Os investigadores apontam que o líder de tal grupo também integrava o PCC, ocupando uma função chamada ‘geral das gravatas’, que presta assistência jurídica aos integrantes da facção, tanto os presos quanto os em liberdade.

“O líder dessa célula do grupo criminoso, que utilizava a Residência Universitária da UFPB para ocultar suas atividades ilícitas, ocupava relevante função na hierarquia da organização na Paraíba, circunstância que possibilitou a identificação de toda a estrutura criminosa do grupo no Estado”, indicou a corporação em nota.

Segundo a corporação, as apurações identificaram uma ‘grande rede formada para cometer crimes’, e revelaram ‘plano de expansão da facção mediante a realização de disputas violentas com grupo rival por pontos de comércio de entorpecentes, objetivando um domínio territorial para fins de monopolizar o tráfico de drogas na Paraíba’.

Os investigados podem responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para fins de tráfico de drogas, cujas penas somadas podem chegar a 25 anos de reclusão, informou a Polícia Federal.

A corporação indicou ainda que o nome da ofensiva, Residence, faz alusão ao local que era utilizado como base de armazenamento e distribuição de drogas.

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