PF faz Operação Kickback contra escritório de advocacia usado para lavagem de propinas no governo Witzel




A Polícia Federal está nas ruas nesta terça-feira para cumprir mandados da Operação Kickback — que apura possível esquema de desvio de recursos públicos na área da saúde por meio do pagamento de dívidas inscritas na modalidade “restos a pagar” no governo do governador afastado do Rio Wilson Witzel.

A operação foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça a pedido da Procuradoria Geral da República.

Segundo as investigações, a organização social Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ), que atua no Rio e em Juiz de Fora, Minas Gerais, recebeu cerca de 280 milhões de reais em dívidas inscritas em “restos a pagar” em troca de pagamento de propina de 13% sobre o valor quitado.

Esse valor, de acordo com a PF, daria prioridade à OS no recebimento dos recursos, já que a atual situação fiscal do Rio faria com que nem todas as dívidas pudessem ser quitadas.

Além disso, os investigadores apontam que a OS pagou cerca de 50 milhões de reais a um escritório de advocacia que repassou mais de 22 milhões de reais para pessoas físicas e jurídicas ligadas a um operador financeiro identificado nas Operações Placebo e Tris in Idem, que tiveram como alvo integrantes da gestão Witzel e o próprio governador.

Benedito Gonçalves autorizou o cumprimento de dez mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão preventiva, a imposição de medidas cautelares diversas da prisão e a indisponibilidade de bens dos investigados

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