Corruptocracia em alta: Com família de líder de Bolsonaro na mira, superintendência da PF em Pernambuco vira foco de ataques levianos de aliado dos investigados

26 de abr. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito

Ataques do Coronel Meira contra a Polícia Federal coincidem com Operações da PF contra aliados


Apesar da fama de boquirroto de Meira, que já foi o queridinho do ex-governador Eduardo Campos, mentor e idealizador do modo do PSB de governar - Meira exerceu cargo de confiança, quando foi diretor de Operações e chefe do serviço reservado da PM, uma espécie de ABIN da PMPE, durante o governo Eduardo Campos, a quem rasgava elogios -, é sintomático que os ataques à competente e respeitada delegada Carla Patrícia venha logo após a operação em Petrolina, reduto político de Fernando Bezerra Coelho, líder de Bolsonaro e aliado do Coronel reformado.

A Coluna Painel, da Folha de São Paulo, de hoje, traz a informação de que as Operações da Polícia Federal contra o líder de Bolsonaro, no Senado, Fernando Bezerra Coelho e contra seus filhos, um deles prefeito de Petrolina, tornaram a atual Superintendência da Polícia Federal, em Pernambuco, o foco de tensões nos próximos dias.

Duas investigações em andamento no estado miram a família do líder do governo de Jair Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), informa a Folha. A operação Contrassenso, deflagrada na terça-feira (13), fez buscas na Prefeitura de Petrolina, comandada por Miguel Coelho, filho de Bezerra, mirando desvios em contratos da área de educação. Um dos alvos é Felipe Costa, assessor especial na cidade e chefe de gabinete de Miguel em seu mandato como deputado estadual.

O líder de Bolsonaro e o irmão de Miguel, Fernando Filho, são alvos de outra apuração, que está prestes a ser concluída: A PF se debruçou sobre a delação de agiotas que indicaram repasses de valores de construtoras com contratos com o governo federal para Bezerra, à época ministro da Integração Nacional no governo de Dilma Rousseff (PT).

Em participação recente no programa Jota Silva, da rádio Gravatá FM, o presidente do PTB em Pernambuco, Coronel Meira, atacou a superintendente da PF no estado, Carla Patrícia Cintra. 

"Não sei porque o Geraldo Júlio (PSB, ex-prefeito de Recife e atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico) não é preso. Até eu sei. Porque a superintendente da PF de Pernambuco faz parte do time do PSB. E eu já pedi a Bolsonaro duas vezes, pedi recentemente de novo, 'pelo amor de Deus, tire aquela mulher'. Porque ela está sentada em cima de todas as investigações de Pernambuco. É preso em todo lugar. Sai em todo lugar. Em Pernambuco não sai", afirmou Meira, omitindo que foi sob a direção da atual Superintendente que a Polícia Federal realizou nada menos que sete operações na Prefeitura do Recife, comandada, na época, pelo pré-candidato do PSB à sucessão de Paulo Câmara, Geraldo Julio, por suspeita de desvios na pandemia, quando foram pedidas não apenas buscas e apreensões, mas prisões de empresários e secretários, negadas pela justiça. Por que Meira não reclama do Poder Judiciário que foi quem negou as prisões é uma questão ainda não esclarecida pelo aliado do mensaleiro condenado Roberto Jefferson.

Apesar da fama de boquirroto de Meira, que já foi o queridinho do ex-governador Eduardo Campos, mentor e idealizador do modo do PSB de governar - Meira exerceu cargo de confiança, quando foi diretor de Operações e chefe do serviço reservado da PM, uma espécie de ABIN da PMPE, durante o governo Eduardo Campos, a quem rasgava elogios -, é sintomático que os ataques à competende e respeitada delegada Carla Patrícia venha logo após a operação em Petrolina, reduto político de Fernando Bezerra Coelho, líder de Bolsonaro e aliado do Coronel reformado.

O discurso de Meira contra corruptos não convence, seja por já ter exercido cargo de secretário na gestão de Jorge Alexandre, em Camaragibe, também alvo de Operação contra desvios de mais de R$ 100 milhões de recursos da Saúde, seja por ser aliado de Roberto Jefferson, mensaleiro condenado, seja pela flagrante ligação de suas declarações contra a Polícia Federal com as Operações contra aliados de Petrolina.

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