FBI faz buscas no apartamento de Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova York e ex-advogado de Trump

28 de abr. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito

O presidente Donald Trump e o ex-prefeito de Nova York, Rudy Giuliani Foto: DON EMMERT / AFP


o processo vinha sendo travado pelo então procurador-geral, William Barr, que foi nomeado pelo Presidente Trump em 2018 e anunciou a sua saída em Dezembro passado, logo após a confirmação da vitória de Biden na eleição presidencial pelo Colégio Eleitoral.


Agendes do FBI, a Polícia Federal americana, realizaram buscas, na manhã de hoje, no apartamento de Rudolph Giuliani, ex-prefeito de Nova York e advogado de Donald Trump até janeiro deste ano.

Giuliani é suspeito de ser uma espécie de duplo, entre 2019 e 2020:  Ao mesmo tempo que coordenava uma campanha de pressão para que o Presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, anunciasse a abertura de investigações criminais contra adversários políticos de Trump, a exemplo  de Hunter Biden (filho do atual Presidente dos EUA, Joe Biden), convenceu o então Presidente dos EUA a despedir a embaixadora norte-americana em Kiev em benefício de empresários ucranianos corruptos.

Segundo o jornal New York Times, os investigadores do Departamento de Justiça apreenderam aparelhos eletrônicos no apartamento de Giuliani, em Manhattan.

O mandado de busca foi expedido pelo gabinete de Nova Iorque do Ministério Público norte-americano em 2019, mas o processo vinha sendo travado pelo então procurador-geral, William Barr, que foi nomeado pelo Presidente Trump em 2018 e anunciou a sua saída em Dezembro passado, logo após a confirmação da vitória de Biden na eleição presidencial pelo Colégio Eleitoral.

Nos Estados Unidos, os pedidos de mandados de busca são feitos a um juiz, como no Brasil, mas no caso de o alvo ser um advogado, os investigadores da aprovação do Departamento de Justiça.

Depois da tomada de posse de Joe Biden, em Janeiro, e da nomeação de Merrick Garland como procurador-geral, o Departamento de Justiça autorizou a expedição dos mandados contra Giuliani.

Antes de sair, Trump chegou a cogitar um perdão presidencial para seu advogado, mas voltou atrás na ideia.

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