Kassab, que indicou o Ministro das Comunicações, pelo "Centrão", vê Bolsonaro fora do 2º turno e considera Luiza Trajano e Rodrigo Pacheco ‘bons nomes’ para 3ª via

22 de abr. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito
 
Para atender ao Centrão, Bolsonaro recriou o Ministério das Comunicações e nomeou indicado por Kassab

 
“Acho muito difícil, [Bolsonaro] vai ter de trabalhar muito para reverter sua imagem. O legado vai ser muito ruim, com [projeção de] 500 mil mortos [pelo coronavírus]”, disse Kassab ao Valor Econômico

Em entrevista ao jornal Valor Econômico, o fundador do PSD e um dos líderes do chamado Centrão, Gilberto Kassab, afirmou acreditar que que a pandemia da covid-19 e o cenário econômico negativo — com desemprego e pressão inflacionária — poderão deixar Jair Bolsonaro de fora do segundo turno da eleição presidencial de 2022.
 
Para cumprir acordo com “Centrão”, Bolsonaro recriou o Ministério das Comunicações e nomeou o genro de Silvio Santos, deputado Fábio Farias, filiado ao PSD e indicado de Gilberto Kassab.

Para Kassab, Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza, e o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), seriam “bons nomes” como potenciais candidatos da terceira via à Presidência.

“São hoje os dois nomes, as grandes novidades que estão sendo levadas em consideração”, afirma. “Dos nomes que estão sendo ventilados como novidades do centro, eu os vejo como bons nomes que devem ser observados”, diz.

Entretanto, indagado pelo Valor se o PSD pode ter um projeto político comum com Pacheco, Kassab despistou: “Isso não está em discussão, o partido já tem seis nomes [de pré-candidatos] colocados e a nossa postura é um pouco diferente dos outros partidos, porque nós vamos ter um candidato a presidente”.

O político ainda sugeriu que sendo Luiz Inácio Lula da Silva o candidato do PT a presidente, a tendência é que o petista dispute a segunda etapa do pleito com um adversário do centro: “O governo federal vai ter de se esforçar para mudar essa visão majoritária do país em relação ao seu desempenho, que será, inquestionavelmente, junto com a perspectiva de novos empregos, o principal fator de observação do eleitor”, afirma o político. “O eleitor vai observar o que foi feito na pandemia e vai perguntar ‘será que vou conseguir o meu emprego de volta?’”, complementa.

“E aí poderemos ter um segundo turno que tenha um candidato que não seja ele [Bolsonaro] contra o Lula. Acho mais fácil ter um candidato de centro contra o Lula do que ter um candidato de centro contra o Bolsonaro”, diz Kassab.

“Acho muito difícil, [Bolsonaro] vai ter de trabalhar muito para reverter sua imagem. O legado vai ser muito ruim, com [projeção de] 500 mil mortos [pelo coronavírus]”, prevê o ex-prefeito, que foi ministro nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer.

Para o presidente do PSD, o antipetismo que marcou a eleição presidencial de 2018 “está suavizado” e é mais provável que o eleitor manifeste uma postura antigoverno em 2022.

A matéria completa pode ser lida no site do Valor, para assinantes.

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