Prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel, cobra explicações ao Governador Paulo Câmara e ao Secretário de Saúde de Pernambuco sobre o que chamou de privilégios à gestão João Campos, na PCR, na distribuição de vacinas. Ouvidos pelo Blog, Prefeitura silenciam

28 de abr. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito

Raimundo Pimentel / Foto: Divulgação

Raimundo Pimentel cobra uma pactuação isonômica das vacinas contra a Covid-19, ao Governo de Pernambuco, que estaria privilegiando a Prefeitura do Recife

O prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel, do PSL, questionou o Governador Paulo Câmara e o Secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo para que expliquem o que considera um tratamento privilegiado da Prefeitura do Recife, sob a gestão de João Campos, do PSB, na distribuição de vacinas contra a pandemia de coronavírus.

Em conversa com o Blog da Noelia Brito, Pimentel afirmou que considera um desrespeito não apenas com os demais prefeitos de Municípios do Estado, mas com todos os pernambucanos a transformação da campanha de vacinação numa vitrine para promoção pessoal do Prefeito do Recife, aliado do governador. Segundo o prefeito de Araripina, as antecipações de faixas etárias dos grupos de vacinados pela PCR, que agora anunciou a vacinação de todos os professores da Capital, sejam da rede pública, sejam da privada, que tiverem a partir de 40 anos de idade, só se justifica se o governo do Estado estiver distribuindo mais vacinas à prefeitura do Recife que aos demais Municípios, ainda que se considere a proporcionalidade da população ou na hipótese de estar, a Prefeitura do Recife, furando a ordem estabelecida pelo Plano Nacional de Vacinação, para vacinar categorias ou grupos que impactem positivamente na imagem do gestor da capital.

Ainda segundo Pimentel, nada contra a vacinação de professores, muito pelo contrário, o que o gestor defende é que as vacinas cheguem também para os professores do interior do Estado: "Vamos cobrar uma pactuação isonômica para todos os pernambucanos", conclamou o prefeito de Araripina que espera que os demais prefeitos se juntem a ele nessa cobrança.

De acordo com a 4° edição do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a COVID-19, foi realizado o ordenamento dos grupos prioritários. Inicialmente, a campanha aconteceria em quatro fases, entretanto diante do número de doses disponíveis da vacina contra a COVID-19, a ordem passou a ser a seguinte:

1 - Pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas 

2- Pessoas com deficiência institucionalizadas
3- Povos indígenas vivendo em terras indígenas
4 -Trabalhadores de saúde
5- Pessoas de 90 anos ou mais
6 -Pessoas de 85 a 89 anos
7 -Pessoas de 80 a 84 anos
8 -Pessoas de 75 a 79 anos
9 -Povos e comunidades tradicionais Ribeirinhas –N/A
10- Povos e comunidades tradicionais Quilombolas
11- Pessoas de 70 a 74 anos
12- Pessoas de 65 a 69 anos
13- Pessoas de 60 a 64 anos
14- Pessoas de 18 a 59 anos com comorbidades
15- Pessoas com deficiência permanente
16- Pessoas em situação de rua
17- População privada de liberdade
18-Funcionários do sistema de privação de liberdade
19-Trabalhadores da educação do ensino básico (creche, pré escolas, ensino fundamental, ensino médio, profissionalizantes e EJA)
20-Trabalhadores da educação do ensino superior
21- Forças de segurança e salvamento
22- Forças Armadas
23- Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros
24- Trabalhadores de transporte metroviário e ferroviário
25- Trabalhadores de transporte aéreo
26- Trabalhadores de transporte aquaviário
27- Caminhoneiros
28- Trabalhadores portuários
29- Trabalhadores industriais

O Blog entrou em contato, por e-mail, com as assessorias de imprensa da Prefeitura do Recife e da Secretaria de Saúde de Pernambuco, para que comentassem as declarações do Prefeito de Araripina, mas somente a Secretaria de Saúde de Pernambuco respondeu. Confiram a nota:

NOTA/VACINAÇÃO

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) esclarece que o envio das doses das vacinas contra a Covid-19 para os municípios pernambucanos é feito de forma equânime, tendo como base os cálculos populacionais dos grupos prioritários previstos no Plano Nacional de Imunização (PNI), do próprio Ministério da Saúde.

Assim, o avanço de etapas, dentro dos parâmetros do PNI, é possível de acordo com a realidade de cada território, a disponibilidade de doses e, principalmente, a organização do processo de vacinação, minimizando as perdas de doses e monitorando a evasão do público. Deixando claro que essas medidas são de responsabilidade dos gestores municipais.

Por fim, a SES-PE salienta seu compromisso com a imunização dos pernambucanos e ratifica que tem feito todas as ações que lhe cabe para acelerar o processo. Além disso, aguarda o envio de mais vacinas pelo Ministério da Saúde para avançar na proteção da população de Pernambuco.

* Matéria editada para acrescentar a Nota da Secretaria de Saúde de Pernambuco.

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