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Butique das "finas e fofas" do Recife era "usada para desvios de recursos das empresas principais" do Grupo João Santos para fugir dos credores trabalhistas e fiscais

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Policial federal contando dinheiro apreendido na casa de um dos alvos da Operação Background - Foto: Divulgação/PF Em todo o período analisado pela Polícia Federal, o total de créditos nas contas da Dona Santa foi de cerca de R$ 102 milhões, enquanto a receita declarada no mesmo período foi de pouco mais de R$ 47 milhões. Aparentemente, R$ 55 milhões de origem desconhecida foram creditados nas contas da empresa, aponta a decisão de buscas e apreensões De acordo com a decisão que determinou buscas e apreensões nas empresas do Grupo João Santos e de pessoas ligadas a este, a Polícia Federal aponta no sentido "da lavagem de dinheiro", pois "analisando as movimentações bancárias suspeitas, foi possível identificar retiradas milionárias por sócios, utilização de contas bancárias de passagem, com valores entrando na conta e sendo transferidos para outras contas no mesmo dia ou em dias próximos, tudo isso para evitar bloqueios judiciais e rastreamento dos valores. Também

Prefeitura de Petrolina e dono de gráficas são alvos da Polícia Federal na manhã de hoje (Arualizado)

 



A Polícia Federal em Pernambuco desencadeou, na manhã de hoje, duas Operações de combate à Corrupção. Segundo o Blog apurou, um dos alvos é a Prefeitura de Petrolina, comandada pelo filho do lider do governo Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho. Em mira, contratos da Prefeitura com o empresário Sebastião Figueiroa, do ramo gráfico e que já foi alvo de outras operações da PF por participação de desvios de recursos da pandemia em Prefeituras , entre elas a Prefeitura do Recife.

O Blog entrou em contato com a Prefeitura de Petrolina que informou que soltará ainda hoje uma nota sobre a Operação.

Em nota, a Polícia Federal informou que a Operação Contrassenso visa investigar possível prática dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, falsidade ideológica e organização criminosa através de contratações realizadas pela Secretaria de Educação da Prefeitura de Petrolina/PE. As penas dos crimes investigados alcançam 31 anos de reclusão.


PF na PREFEITURA DE PETROLINA (FOTO: BLOG DA NOELIA BRITO)

As investigações apontam irregularidades no fornecimento de kit escolar, entre o final do ano de 2015 até o ano de 2020, com emprego de recursos federais oriundos do FUNDEB, verba sob fiscalização da União. A investigação é uma decorrência da análise do material apreendido na denominada Operação Casa de Papel, deflagrada pela Polícia Federal no ano passado. 

Cerca de 150 policiais federais e auditores da Controladoria Geral da União - CGU participam do cumprimento de 33 (trinta e três) mandados de busca e apreensão autorizados pela Justiça Federal em Petrolina/PE. 

PF na Secretaria de Educação de Petrolina (Foto: Blog da Noelia Brito?


As buscas estão sendo realizadas em sedes de órgãos da Prefeitura de Petrolina/PE, bem como na região metropolitana do Recife/PE e no Estado de Minas Gerais. As investigações apontam pagamento de possível propina através de transferências bancárias em favor de terceiros, indicada por um dos servidores investigados, além de demonstrar um frequente contato entre os servidores públicos e os líderes do grupo econômico, principalmente em atos referentes ao pagamento da prefeitura às empresas do grupo. 

A CGU realizou auditoria em parte das contratações, apontando evidências dos artifícios utilizados pelo grupo empresarial para burlar os processos licitatórios, em especial o uso de empresas de fachada criadas em nome de interpostas pessoas (laranjas). 

As investigações são comandadas  pelo Delegado da Polícia Federal Afonso Marangoni Júnior e contam com a participação da CGU

Atualizado às 8:30hs

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