Bolsonaristas são indiciados por incitação ao racismo depois de simularem o enforcamento de uma pessoa negra em manifestação no RS

22 de mai. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito

Foto: Reprodução

Um dos homens usava a roupa característica do grupo supremacista branco Ku Klux Klan. O crime foi praticado, em abril, durante manifestação em apoio ao presidente Jair Bolsonaro. Os responsáveis foram indiciados, ontem, 21, pela Delegacia de Combate à Intolerância por racismo.

Dois homens, um deles trajando roupas do grupo supremacista branco americano Ku Klux Klan, foram indiciados, nesta sexta-feira, (21), pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul, após encenarem a execução por enforcamento de uma pessoa negra, durante ato promovido por apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro, no dia 21 de abril, em Porto Alegre. 
 
Para a Polícia, houve dolo eventual para a prática criminosa, daí porque os indivíduos foram enquadrados em um dos artigos da Lei do Crime Racial, que prevê pena de reclusão de um a três anos para quem "Praticar, induzir ou incitar, pelos meios de comunicação social ou por publicação de qualquer natureza, a discriminação ou preconceito de raça, por religião, etnia ou procedência nacional."
 
Os homens negaram a intenção de cometer o crime de racismo, afirmando à Polícia que a cor da túnica não seria branca, que é a cor característica da KKK e afirmaram que o boneco enforcado na árvore representaria o comunismo e não uma pessoa.

Ouvidas pela Polícia gaúcha, porém, testemunhas afirmaram que que "a primeira sensação ao ver o vídeo foi de ameaça, receio que esse tipo de coisa virasse moda". Segundo a delegada que conduz as investigações, "Entenderam que a cor da roupa não seria impeditivo para homenagem do grupo supremacista e que as características como capuz pontiagudo, que forma de execução lembrariam, sim, a Ku Klux Klan".

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