Bolsonaro manda ABIN investigar governadores e prefeitos de todos os Estados

7 de mai. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito

Bolsonaro e Ramagem (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
 

A ordem, endereçada a 26 Superintendências Regionais da ABIN, teve origem no Centro de Inteligência Nacional, criado por Decreto de Bolsonaro no ano passado e ligado diretamente ao gabinete de Alexandre Ramagem, diretor-geral da Agência

A Revista Crusoé informa que a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), distribuiu uma "demanda urgente", a que a publicação afirma ter acesso, determinando que agentes de inteligência de todos os Estado "compilem dados" sobre "irregularidades relacionadas à pandemia" em âmbito municipal e estadual".

A ordem de serviço foi disparada, anteontem, 5, pelo WhatsApp, um dia após o ex-ministro da Saúde, Mandetta, prestar depoimento na CPI da Pandemia.

O comando da ABIN, segundo a Crusoé, deixa claro na mensagem a seus agentes, que quer levantamentos sobre "desvios de verbas" e "compras irregulares" e que devem ser feitos, exclusivamente, "por fontes abertas das SES (as fontes abertas das secretarias estaduais da Agência)", ou seja, sem acessar bancos de dados sigilosos.

Juntamente com a mensagem, os agentes receberam um link com uma planilha no Excel onde deveriam preencher com os nomes e os dados dos Estados e das cidades objeto das investigações e um resumo do que fora apurado com a respectiva fonte da informação a ser preenchida e encaminhada, no mesmo dia, até às 18 horas.

A ordem, endereçada a 26 Superintendências Regionais da ABIN, teve origem no Centro de Inteligência Nacional, criado por Decreto de Bolsonaro no ano passado e ligado diretamente ao gabinete de Alexandre Ramagem, diretor-geral da Agência e impedido de assumir a direção geral da Polícia Federal pelo Supremo Tribunal Federal. Ainda de acordo com a revista, agentes concursados apontam o CIN como uma "ABIN paralela", onde estão lotados os bolsonaristas da Agência. Teria partido desse setor o relatório encaminhado para ajudar os advogados de Flavio Bolsonaro a defendê-lo no caso das "rachadinhas", relatório este objeto de uma investigação da Procuradoria Geral da República. Segundo a Crusoé, um dele

Ainda segundo a Crusoé, a demanda causou revolta entre os agentes que viram conteúdo político e desvio de finalidade na utilização da Agência para tais propósitos. Além disso, alegam que foram tratados como meros "estagiários", ao serem acionados para fazer compilações de dados por fontes abertas, tarefa que, segundo eles, são atribuídas a funcionários menos graduados. Um agente ouvido pela Revista apontou que o levantamento serve muito mais para contra-ataque político de Bolsonaro. na CPI, do que para elaboração de uma política de segurança pública ou para prevenção do terrorismo ou de crimes por organizações criminosas, tarefas da ABIN.

A matéria completa, para assinantes AQUI


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