Caso Lorenza: Promotor de Justiça teria assassinado esposa em "ritual macabro"

18 de mai. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito
Câmeras de segurança flagraram o promotor chegando em casa dois dias antes do assassinato carregado dois litros de cachaça (Foto: Polícia Civil de Minas Gerais)


Fontes ligadas à investigação da morte de Lorenza de Pinho afirmam que ela pode ter sido assassinada em um ritual macabro. O laudo de necropsia do corpo da vítima aponta falta de sangue e intriga os investigadores.

O “sumiço” de quase todo o sangue do corpo de Lorenza Maria Silva de Pinho, 41, aliado ao fato de o promotor André Luis Garcia de Pinho, 52, não ter permitido que uma perícia fosse realizada no quarto do casal, logo após a morte da mulher, levanta a suspeita de que o homem tenha destinado o sangue para um ritual macabro. 

A informação foi repassada a O TEMPO por uma fonte ligada à investigação, sob sigilo. “Uma das linhas (de apuração) é o uso (do sangue) em um ritual”. Outra pessoa, também ligada ao caso, enfatizou. “Existe a desconfiança, por parte da equipe que apura o crime, que André tirou o sangue de Lorenza para realizar um ritual macabro”, revelou a fonte.

O corpo da mulher chegou ao Instituto Médico-Legal (IML) quase sem sangue – o normal é que uma mulher tenha 5 litros do líquido. A perícia, que ainda deve ser feita no quarto, tem o objetivo de achar sangue.

Os especialistas vão usar uma substância chamada luminol. Ao entrar em contato com algum vestígio de ferro do sangue – presente na hemoglobina, o que deixa o líquido vermelho – o pó libera uma luz azul.

De acordo com um perito criminal, que também falou sob sigilo, mesmo após mais de 40 dias da morte é possível achar vestígios. “Tudo depende de como é a superfície. Temos relatos de casos após oito anos”, disse. Ele explicou que, mesmo que alguém tenha limpado o local, ainda pode haver vestígios.

A falta de sangue no corpo de Lorenza não foi explicada pelo laudo da necropsia.

O Ministério Público de Minas Gerais denunciou o promotor  de Justiça André Luiz de Pinho, marido de Lorenza, pela morte da mulher. Conforme o órgão há provas suficientes de que ele cometeu o crime sozinho. 

(O TEMPO)

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