Cinco professores de um mesmo Colégio particular de Fortaleza, o Christus, morrem de Covid

18 de mai. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito

 

Foto: Google Street
 

O Colégio divulgou nota lamentado as mortes após ser alvo de críticas pelas redes sociais

Um dos mais tradicionais colégios particulares do Ceará, o Christus divulgou nota, na tarde de ontem, 17, confirmando que pelo menos 5 professores, entre profissionais do colégio e da universidade Christus, morreram de Covid-19. A nota lamentando as mortes, ainda cita um sexto profissional de educação, também vítima da doença, mas que não mais faria parte dos quadros da instituição.

A nota veio a público após circularem, nas redes sociais, críticas ao colégio pelo elevado número de profissionais a ele vinculados mortos por contaminação do coronavírus alega que o professor já não fazia parte do quadro da instituição desde julho de 2020. O blog teve acesso a áudios de professores expressando medo de permanecerem prestando serviços ao colégio que os estaria obrigando a circularem de uma unidade para outra, facilitando, segundo alegam, o contágio.

Sem citar os nomes dos profissionais, o colégio esclarecimentos sobre cada um dos cinco casos. O primeiro trata-se de um professor que ministrava aulas para turmas do Pré-Universitário. De acordo com a nota, o educador possuía comorbidades e "lecionava suas aulas de casa e não veio à escola no período em que, infelizmente, foi infectado".

Ainda de acordo com o comunicado, outros dois colaboradores, que faziam parte da coordenação das atividades de educação física, também foram vítimas da Covid-19. A escola explica que ambos "estavam na escola em período de aulas presenciais, mas tiveram contato mínimo com os alunos durante o período".

A coordenadora da área linguística do Colégio e da Unichristus foi outra vítima do vírus durante a pandemia. Segundo a nota, ela prestava serviços de forma híbrida, ou seja, por vezes na escola e outras em casa, seguindo as necessidades da função dela. O colégio informa que ela também não teve nenhum contato com os alunos durante os últimos meses.

Por fim, a instituição também comentou a morte da professora Kelly Cristina, no último domingo, 16. De acordo com o colégio, a educadora ministrava as aulas remotas da escola,e apresentou os primeiros sintomas no dia 21 de abril, tendo sida afastada de imediato. O teste que detectou o resultado positivo foi fornecido pela escola. 

"Não medimos esforços para que nossos colaboradores trabalhem em segurança. Distanciamento, uso de máscaras e todos os demais procedimentos que constam no protocolo sanitário são seguidos pela instituição, que é constantemente visitada por órgãos de saúde responsáveis pela fiscalização de nossos protocolos. O momento vivido por nós da escola é de profunda tristeza, por perdermos profissionais tão queridos nesta grave crise sanitária", diz a nota.

Wellington Soares, responsável pela Secretaria de Política Sindical do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará (Sindiute), afirmou ao jornal O Povo que a categoria observa com preocupação os casos de Covid-19 entre professores de escolas particulares.

"Queremos muito voltar, por isso estamos fazendo essa campanha pela vacinação. Já é uma coisa fechada em assembleia que só voltamos com vacina e os cuidados nas escolas. Falar em voltar sem vacina é greve. Você olha o que está acontecendo nas escolas particulares. Estamos abismados com o que tem acontecido, inclusive, no Christus, cinco ou seis professores já faleceram nesta pandemia, isso é uma coisa absurda", relata.

Gardênia Baima, uma das diretoras do Sindiute, também se solidariza com a situação dos colegas. Ela afirma que os professores de escola pública continuarão trabalhando de forma remota até que recebam a vacinação. "Só há um caminho para que essa segurança se estabeleça, é com a vacina. Se não tem vacina, só podemos seguir como estamos, manter o isolamento social. A volta à escola neste momento significa um grave perigo. Ninguém mais do que nós quer a volta, porque isso é nosso emprego, é o que decidimos nos tornar, a escola é nosso ambiente. Quando vemos a notícia que um professor morreu em decorrência do vírus, liga-se a luz amarela do perigo", completa.

Com informações do Jornal O POVO

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