CPI quer apurar interesses de Flávio Bolsonaro no orçamento milionário do Ministério da Saúde

4 de mai. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito
Foto: Estefan Radovicz / Agencia O Dia

 Ex-ministro Mandetta sugeriu, em livro, que Flávio estava interessado em comandar 80% dos recursos do Minstério da Saúde 

Em janeiro de 2020, o então ministro Luiz Henrique Mandetta recebeu instruções para exonerar quatro integrantes de sua equipe. A lista incluía o secretário-executivo João Gabbardo, seu número dois na pasta. Na ocasião, o Palácio do Planalto encaminhou quatro nomes que deveriam passar a ocupar os cargos, todos do Rio de Janeiro, berço político da família Bolsonaro.

A Mandetta, Bolsonaro afirmou que os auxiliares do então ministro não eram "gente nossa". O presidente, então, revelou a seu ministro que as substituições eram uma sugestão de Flavio Bolsonaro.

Ao revelar a história em no livro "Um paciente chamado Brasil: Bastidores da luta contra o coronavírus", Mandetta sugere que Flávio estava interessado em contratos milionários na pasta: "Quem articulou as exonerações e impôs os novos nomes mirava o controle de mais de 80% do orçamento do Ministério da Saúde", escreveu o ex-ministro no livro.

Agora, a CPI da Pandemia quer aprofundar as investigações sobre essas declarações de Mandetta.

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