Em nota, PF anuncia nomes dos novos Superintendentes Regionais inclusive em Pernambuco

14 de mai. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito

 

A Prefeitura de Petrolina, comandada por Miguel Coelho (centro), filho do líder de Bolsonaro no Senado, foi alvo da Operação Contrassenso, da Polícia Federal, que investiga possível prática dos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em licitação, falsidade ideológica e organização criminosa através de contratações realizadas pela Secretaria de Educação da Prefeitura (Foto: Divulgação)

 Sob o comando da delegada da Polícia Federal, Carla Patrícia, que deixa a Superintendência de Pernambuco, a PF deflagrou operações tanto contra desvios na Prefeitura do Recife, na época comandada pelo socialista Geraldo Julio, do PSB, quanto contra desvios na Prefeitura de Petrolina, comandada pelo bolsonarista Miguel Coelho, filho do líder de Bolsonaro, no Senado, Fernando Bezerra Coelho. "Acredito que por seu perfil técnico, o sucessor da Dra. Carla Patrícia seguirá exatamente sua linha de trabalho e que a PF continuará investigando todos contra quem existirem indícios de práticas delituosas, até porque, a superintendente sai, mas os delegados que estão à frente dos inquéritos contra os 'brincantes' do 'cordão azul' e do 'cordão encarnado' do Pastoril da Corrupção, seguem em seus postos", conclui Noelia Brito, ao comentar a saída de Carla Patrícia

A Polícia Federal informou, mais cedo, os nomes dos delegados que assumirão o comando das Superintendências Regionais do órgão no Distrito Federal e nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Sergipe, Amapá e Alagoas.

Na nota, a instituição agradece aos Delegados da Polícia Federal que deixam os cargos pelos relevantes serviços prestados à instituição e informa que os novos indicados são os Delegados Hugo de Barros Correia (DF), Marcelo Sálvio Rezende Vieira (MG), Chang Fan (MS), Daniel Grangeiro de Souza (PE), Luiz Carlos Nóbrega Nelson (RN), Aldronei Antonio Pacheco Rodrigues (RS), Júner Caldeira Barbosa (SE), Anderson de Andrade Bichara (AP) e Sandro Luiz do Valle Pereira (AL).

PERNAMBUCO

Há tempos que corruptocratas, com interesses pessoais contrariados, insistiam na saída da competente delegada da Polícia Federal, Carla Patrícia Cintra, do comando da corporação, em Pernambuco, inclusive propagando "fake news" e cometendo crimes contra a honra da delegada e de todos que integram a corporação, no estado, acusando-os, levianamente, de prevaricação. Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento sobre a tramitação de inquéritos sabe que um Superintendente não tem poder para impedir que um inquérito ande, muito menos que prisões sejam determinadas, até porque, todos os inquéritos, ainda que sigilosos, são acompanhados pelo Ministério Público.

A delegada Carla Patrícia tem sido vítima da mais sórdida campanha difamatória já vista, não apenas em Pernambuco, mas em todo o Brasil, contra uma autoridade policial. Dá até para desconfiar que os detratores da delegada pediram coisas não republicanas à Polícia Federal e não foram atendidos. Vai Saber...

O fato é que incomodados com a excelência do trabalho dos policiais de Pernambuco, corruptocratas utilizaram até o falso pretexto de que a delegada blindaria políticos do PSB, quando foi sob o comando de Carla Patrícia que a Polícia Federal realizou nada menos que sete Operações de combate à corrupção, apenas na Prefeitura do Recife, à época comandada pelo atual secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Julio, que tem sido apontado como provável candidato do PSB à sucessão de Paulo Câmara. Aliás, na Operação Outline, dois secretários do então prefeito Geraldo Julio chegaram a ser presos por suspeita de desvios no Departamento de Estradas e Rodagens de Pernambuco.

Do mesmo modo que a Polícia Federal agiu para coibir desmandos nas gestões do PSB, em Pernambuco, atuou para impedi-los em feudos políticos de bolsonaristas, caso de Petrolina, onde foram realizadas Operações contra desvios na Prefeitura comandada pelo filho do líder do governo Bolsonaro, Fernando Bezerra Coelho, Miguel Coelho, que, a exemplo de Geraldo Julio, é postulante à cadeira hoje ocupada por Paulo Câmara. Entretanto, os corruptocratas que atacam a honra de Carla Patrícia e da Polícia Federal, em nenhum momento reclamaram de não ter havido prisões em Petrolina. Estranho.

O que os corruptocratas de Pernambuco não falam é que as prisões foram pedidas pela Polícia Federal, tanto nas Operações na Prefeitura do Recife, quanto naquelas em Petrolina, mas foram indeferidas pelo Poder Judiciário. Sem entrar no mérito das razões que levaram juízes e desembargadores a negarem as prisões, é de se questionar por que os corruptocratas que caluniam a delegada federal Carla Patrícia, cometendo crimes contra sua honra, silenciam sobre as decisões judiciais que negaram os pedidos em ambos os casos. Fica claro, que além de covardes, agem de maneira deliberada contra uma servidora séria, preparada e trabalhadora, cuja gestão à frente da PF em Pernambuco foi verdadeiro divisor de águas. O futuro certamente trará à tona as verdadeiras razões para as atitudes desses pilantras. O tempo, já diz a sabedoria popular, é o senhor da razão.

É claro que esse trabalho de excelência da Polícia Federal em Pernambuco não é mérito apenas da agora ex-superintendente da PF, mas de toda a equipe de policiais que fazem a Superintendência de Pernambuco, do mesmo modo que os crimes contra a honra da delegada Carla Patrícia atingem a todos os que estiveram sob seu comando. 

Na verdade, nunca se viu a Polícia Federal desencadear tantas Operações de combate à corrupção como durante a gestão de Carla, a ponto de ter sido a Superintendência de Pernambuco premiada por liderar a deflagração de operações por desvios na pandemia, em todo o País, sem falar nas Operações de combate ao tráfico internacional de drogas e à sonegação, veja-se ai, por exemplo, a recente Operação Background, contra o poderoso Grupo João Santos.

Fica claro, portanto, que o que incomoda mesmo é o trabalho bem feito e não a falta dele. 

Acreditados que por seu perfil técnico, o sucessor da Dra. Carla Patrícia seguirá exatamente sua linha de trabalho e que a PF continuará investigando todos contra quem existirem indícios de práticas delituosas, até porque, a superintendente sai, mas os delegados que estão à frente dos inquéritos contra os "brincantes" do "cordão azul" e do "cordão encarnado" do Pastoril da Corrupção, seguem em seus postos.

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