Ex-secretário de Junior Matuto, em Paulista, é um dos alvos da Operação que investiga contrabando de madeira e corrupção no IBAMA e do Ministério do Meio Ambiente

19 de mai. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito

Leslie Tavares, que foi alvo da Operação de hoje contra corrupção e contrabando de madeira (à esquerda) durante reunião com os prefeitos Junior Matuto, de Paulista, de onde era secretário executivo de Meio Ambiente e do Recife, Geraldo Julio

A atuação de Leslie Tavares, que foi nomeado por Salles para substituir servidor afastado por deflagrar operações contra garimpos ilegais, segundo a decisão de Moraes, teria se destinado a obstruir as investigações da Polícia Federal. Além das buscas e apreensões, Alexandre de Moraes determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Leslie Tavares e seu afastamento do cargo.

O ex-secretário executivo de Meio Ambiente de Paulista, durante a gestão de Junior Matuto (PSB), Leslie Nelson Jardim Tavares, é um dos alvos da Operação da Polícia Federal, realizada na manhã de hoje, por autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que tem entre seus alvos o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Leslie Tavares, que é servidor de carreira do IBAMA, órgão do qual foi coordenador em Pernambuco, foi nomeado por Ricardo Salles, para exercer as funções de Coordenador de Operações de Fiscalização (COFIS) em substituição a Hugo Ferreira Netto Loss, que fora exonerado pelo Ministro do Meio Ambiente, após coordenar operação contra garimpo ilegal em terras indígenas no Pará. 

Segundo a Polícia Federal, a testemunha "Renata Aquinoga Teures" afirmou ter presenciado Leslie Nelson Jardim Tavares, atual Coordenador de Operações de Fiscalização, afirmar em reunião que a remoção de Carlos Egberto Rodrigues Júnior teria sido uma resposta dada por ele, Leslie Tavares e por André Heleno Azevedo Silveira, ao fato de o referido servidor estar em "contato direto com a Polícia Federal". Olímpio Ferreira Magalhães removeu administrativamente Carlos Egberto Rodrigues Júnior para a área de licenciamento, em uma espécie de conluio com Leslie Tavares e com André Heleno Azevedo Silveira, funcionário da ABIN e foi nomeado por Ricardo de Aquino Salles, Ministro do Meio Ambiente, para exercer as funções de Coordenador de Inteligência de Fiscalização.

A atuação de Leslie Tavares e dos outros servidores, segundo a decisão de Moraes, teria se destinado a obstruir as investigações da Polícia Federal, uma vez que com o afastamento do servidor, da Fiscalização, este perderia as prerrogativas de fiscal ambiental federal, dentre elas as credenciais de acesso aos sistemas informatizados.

Além das buscas e apreensões, Alexandre de Moraes determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Leslie Tavares e seu afastamento do cargo.

 

 

 


Nenhum comentário

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.

© Todos os direitos reservados - 2021