Nomeado por Ricardo Salles, coordenador geral de fiscalizações do IBAMA, emitiu certidões ideologicamente falsas para favorecer madeireiras, aponta PF

19 de mai. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito

Foto: Reprodução
 

Walter Mendes Magalhães Júnior, nomeado por Ricardo Salles, teria, a pedido das empresas envolvidas no esquema de contrabando de madeira para o exterior, elaborado e firmado o documento, bem como emitido, indevidamente, no mês de fevereiro de 2020, 05 (cinco) certidões que atestariam a regularidade das exportações de madeiras apreendidas pelas autoridades norte-americanas e europeias, feitas pela empresa "TRADELINK MADEIRAS LTDA", empresa associada a "AIMEX", declarações que se mostraram inverídicas segundo técnicos do próprio IBAMA.

Nomeado por Ricardo Salles, para assumir as funções de Superintendente Regional do IBAMA no Pará entre 08/10/2019 e 29/04/2020, sendo depois promovido pelo Ministro a Coordenador-geral de Fiscalização, Walter Mendes Magalhães Júnior, quando ainda no comando do IBAMA no Pará, teria, segundo a Polícia Federal, a pedido das empresas envolvidas no esquema de contrabando de madeira para o exterior, elaborado e firmado o documento denominado "Informação n. 21/2020/SUPES-PA-IBAMA", bem como emitido, indevidamente, no mês de fevereiro de 2020, 05 (cinco) certidões que atestariam a regularidade das exportações de madeiras apreendidas pelas autoridades norte-americanas e europeias, feitas pela empresa "TRADELINK MADEIRAS LTDA", empresa associada a "AIMEX". 

Além disso, ainda segundo a PF, o referido agente público teria sido o responsável pela emissão de 01 (uma) certidão, também em fevereiro de 2020, relativa a exportação pela empresa "EBATA PRODUTOS FLORESTAIS LTDA", também associada a "AIMEX". O teor do documento "Informação n. 21/2020/SUPES-PA-IBAMA" foi objeto de análise por "Egberto", analista ambiental da Coordenação de Inteligência de Fiscalização (Informação Técnica n. 6/2020), que concluiu, após minuciosa análise dos respectivos processos, no sentido de que os documentos teriam sido emitidos de forma extemporânea e que o teor dos seus fundamentos não corresponderia à verdade. 

"A atuação do referido agente público foi confirmada, inclusive, pelo depoimento da testemunha chamada "Alex", que foi transcrito na presente representação da autoridade policial", aponta Alexandre de Moraes na decisão que ordenou as buscas contra Salles e auxiliares.

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