Pedido de investigação contra Toffoli é prova de que Bolsonaro não manda na PF como muitos pensam. Novo diretor geral da instituição foi assessor do ministro apontado como "homem" de Bolsonaro no STF

13 de mai. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito

O presidente Jair Bolsonaro abraça Toffoli em reunião na casa do então presidente do STF, em que também estiveram presentes David Alcolumbre e o então desembargador Kassio Marques, na época indicado para o Supremo (Foto: Reprodução / CNN)

O diretor-geral só tomou conhecimento do fato quando tudo já estava consumado - o que o deixou bastante irritado. Por tudo isso, segundo Alves, o clima na PF é hoje de alta tensão.

O colunista Chico Alves, do UOL, conta que o pedido de investigação do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, feito pela Polícia Federal à própria Corte, é parte do xadrez institucional que está sendo jogado dentro do órgão. Toffoli é suspeito, com base na delação do ex-governador Sérgio Cabral e em outros elementos, de ter favorecido dois prefeitos fluminenses em ações judiciais em troca de propina. Através da assessoria, o ministro negou envolvimento no caso.

O movimento, segundo o colunista, acontece em meio a resistência de boa parte dos delegados e agentes a uma suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na PF, denunciada no ano passado pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Ouvidos pelo colunista, em condição de anonimato, alguns policiais avaliam o inédito pedido de investigação feito pelo delegado Bernardo Guidali do Amaral como uma espécie de "teste" para verificar até que ponto vai essa ingerência.

O fato de Maiurino ser ligado a Toffoli, por ter ocupado a chefia de segurança do STF quando o ministro presidiu o tribunal, é apontado pelas fontes de Chico Alves, "como um dos possíveis motivos desse movimento ousado". Além disso, diz Alves, "Toffoli é, depois de Kássio Marques, o ministro do Supremo que tem melhor interlocução com o presidente da República."

Outros agentes, porém, ainda segundo o colunista, avaliam que Amaral é um delegado novo e que costuma se ater ao que considera tecnicamente adequado, sem fazer cálculos políticos.

O pedido de investigação seria baseado em vários outros elementos além da delação de Cabral. Um dos colaboradores preferiu falar somente depois que Toffoli deixou a presidência do Supremo, revela o colunista do UOL.

O pedido de abertura de inquérito foi enviado a Edson Fachin na semana passada e o ministro o encaminhou à Procuradoria-Geral da República para que se manifeste.

O diretor-geral só tomou conhecimento do fato quando tudo já estava consumado - o que o deixou bastante irritado. Por tudo isso, segundo Alves, o clima na PF é hoje de alta tensão.

Para alguns, uma possível rejeição do pedido por parte da PGR poderia acarretar alguma mudança no Serviço de Inquéritos — ou Sinq, como é conhecido o setor de Amaral.

Não é a primeira vez que o delegado executa movimento controverso. Em junho de 2019, ele pediu a prisão temporária da ex-presidente Dilma Rousseff, do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, do ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo, dos ex-senadores Eunício Oliveira e Valdir Raupp, além de mais cinco pessoas no inquérito que apura se a JBS fez doações ilícitas a aliados do PT nas eleições de 2014.

Na época, o pedido foi negado pelo ministro Fachin. Dilma repudiou a atitude de Amaral e culpou Sergio Moro, ministro da Justiça de então e responsável pela PF, por persegui-la.

O colunista avalia que feito à revelia da cúpula do órgão, o pedido de investigação de Toffoli representa desgaste para o diretor-geral e para o próprio ministro da Justiça, Anderson Torres. Porém, se o destino do pedido for a lata do lixo, o delegado Amaral e o próprio Sinq ficarão em situação difícil. O setor é composto por seis delegados que tratam de casos delicados, cujos protagonistas são políticos de alto escalão e outros figurões. Esse pequeno núcleo terá atraído contra si a ira do STF, do governo, da direção da PF e de investigados com grande poder de influência. 

"O desfecho dificilmente será suave", finaliza Chico Alves.

O pedido de investigação do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, feito pela Polícia Federal à própria Corte, é parte do xadrez institucional que está sendo jogado dentro do órgão. A suspeita, baseada na delação do ex-governador Sérgio Cabral e em outros elementos, é que Toffoli teria favorecido dois prefeitos fluminenses em ações judiciais em troca de propina. Através da assessoria, o ministro negou envolvimento no caso. O movimento acontece em meio a resistência de boa parte dos delegados e agentes a uma suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na PF, denunciada no ano passado pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Ouvidos pela coluna em condi... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/chico-alves/2021/05/12/pedido-de-investigacao-de-toffoli-acontece-em-meio-a-turbulencia-na-pf.htm?cmpid=copiaecola
O pedido de investigação do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, feito pela Polícia Federal à própria Corte, é parte do xadrez institucional que está sendo jogado dentro do órgão. A suspeita, baseada na delação do ex-governador Sérgio Cabral e em outros elementos, é que Toffoli teria favorecido dois prefeitos fluminenses em ações judiciais em troca de propina. Através da assessoria, o ministro negou envolvimento no caso. O movimento acontece em meio a resistência de boa parte dos delegados e agentes a uma suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na PF, denunciada no ano passado pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Ouvidos pela coluna em condi... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/chico-alves/2021/05/12/pedido-de-investigacao-de-toffoli-acontece-em-meio-a-turbulencia-na-pf.htm?cmpid=copiaecola
O pedido de investigação do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, feito pela Polícia Federal à própria Corte, é parte do xadrez institucional que está sendo jogado dentro do órgão. A suspeita, baseada na delação do ex-governador Sérgio Cabral e em outros elementos, é que Toffoli teria favorecido dois prefeitos fluminenses em ações judiciais em troca de propina. Através da assessoria, o ministro negou envolvimento no caso. O movimento acontece em meio a resistência de boa parte dos delegados e agentes a uma suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na PF, denunciada no ano passado pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Ouvidos pela coluna em condi... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/chico-alves/2021/05/12/pedido-de-investigacao-de-toffoli-acontece-em-meio-a-turbulencia-na-pf.htm?cmpid=copiaecola
O pedido de investigação do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, feito pela Polícia Federal à própria Corte, é parte do xadrez institucional que está sendo jogado dentro do órgão. A suspeita, baseada na delação do ex-governador Sérgio Cabral e em outros elementos, é que Toffoli teria favorecido dois prefeitos fluminenses em ações judiciais em troca de propina. Através da assessoria, o ministro negou envolvimento no caso. O movimento acontece em meio a resistência de boa parte dos delegados e agentes a uma suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro na PF, denunciada no ano passado pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro. Ouvidos pela coluna em condi... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/chico-alves/2021/05/12/pedido-de-investigacao-de-toffoli-acontece-em-meio-a-turbulencia-na-pf.htm?cmpid=copiaecola

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