Promotores de eventos são alvos de operação por fazerem "vaquinha" para matar deputado Alexandre Frota

31 de mai. de 2021

/ by Blog da Noelia Brito

Foto: Reprodução

Alexandre Frota é um dos integrantes da força-tarefa que combate festas com aglomerações durante a pandemia em São Paulo e usa uma rede de contatos para descobrir onde e quando as festas clandestinas vão acontecer. “Mil reais de cada (um) que está aqui, sobe fácil”, afirma um promotor de eventos em conversa em grupo de WhatsApp, onde integrantes ainda apontam um rapaz que acusam de ser informante do deputado e contra o qual planejam uma emboscada.

 

A Polícia Civil de São Paulo realiza nesta segunda-feira (31) uma operação para investigar ameaças contra o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP). As informações são do Brasil Urgente.

A operação é comandada pelo Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos), do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas) da Polícia Civil.

Frota tem atuado no combate a aglomerações e festas clandestinas, em ações contra a pandemia do novo coronavírus na capital paulista. No sábado (29), ele afirmou ter recebido ameaças de morte pelo WhatsApp, em mensagens enviadas por um grupo de produtores de eventos. Entre os planos, estaria uma arrecadação para matar Frota.

“Isso não vai me intimidar, não tenho medo. Muito pelo contrário, a gente sabe que está no caminho certo”, garantiu.

No último fim de semana, a força-tarefa da polícia flagrou centenas de pessoas em eventos clandestinos. Frota, um dos coordenadores das ações, denunciou ao Ministério Público as ameaças sofridas. A denúncia foi encaminhada ao procurador-geral de Justiça do estado de São Paulo, Mário Sarrubbo, por ameaça e associação criminosa.

Na representação, o parlamentar elencou oito pessoas que participaram da conversa. De acordo com o texto, o grupo planeja, instiga, idealiza, propõe, trama e cria a narrativa para que seja levada a cabo a ameaça de morte contra ele.

O deputado sustenta que a associação para o cometimento do crime também está óbvia, pois há a promessa da recompensa para a execução do assassinato.

A conversa registrada teria acontecida ainda durante a ação na boate Regente, na zona leste de São Paulo. No local, os jogadores David Neres, do Ajax (Holanda), e Arboleda, do São Paulo, foram flagrados pela força-tarefa.

“Vamos fazer uma vaquinha e mandar subir”, sugeriu um dos integrantes do grupo, que se identifica como promotor de baladas. “Subir” seria uma referência a um homicídio.

Quem escreve usa um xingamento, mas o deputado federal afirma que ele é o alvo da possível vaquinha.

“Mil reais de cada (um) que está aqui, sobe fácil”, reforça o promotor de eventos.

“Único jeito”, completa outra pessoa.

Ainda na conversa, os integrantes do grupo apontam um rapaz que acusam de ser informante do deputado e planejam uma emboscada para o suspeito de passar informações sobre as festas.

Alexandre Frota é um dos integrantes da força-tarefa e usa uma rede de contatos para descobrir onde e quando as festas clandestinas vão acontecer. Além da denúncia ao Ministério Público, Frota registrou Boletim de Ocorrência e já tem a identificação dos integrantes do grupo.

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